Teísmo - Somos Bons e ... from iPródigo on Vimeo.
Vi este vídeo de Mark Driscoll falando sobre o fato de como o ser humano busca artifícios religiosos e supersticiosos para explicar o amor de Deus pela humanidade, e a tentativa de criar regras e dogmas para ser "o mais amado" por Deus. Vale a pena assistir.
The Ridiculous religion...
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O Evangelismo "Amo muito tudo isso"

Ontem eu estava no trânsito, e quem vive em São Paulo sabe que com isso há bastante tempo pra pensar em muitas coisas, observar, escutar CD´s inteiros, resolver um cubo mágico, enfim, qualquer coisa que demanda muito tempo. Então em algum momento vi um salão, abertão, cheio de cadeiras e um púlpito. Na placa da frente, tinha o nome: Igreja Mundial. Eu vi a igreja um pouco judiada, simplezinha, e até ri internamente pensando que se a Universal é o McDonald´s, a Mundial seria o Bob´s.
Quando fiz o comparativo, me veio um pensamento sobre a semelhança entre o Fast-food e algumas igrejas chamadas "neo-pentecostais". Elas parecem trabalhar um sistema de franchising, espalhando-se da mesma forma, com um marketing eficiente e super rentáveis. Segundo fontes, hoje é possível prestar concurso para ser pastor e ganhar um belo salário.
Mas eu fui mais fundo no pensamento, além do aspecto administrativo, e físico destas igrejas. Já perdi meu tempo assistindo na TV algumas partes pra ver como funciona, e como também já frequentei igrejas evangélicas que levam a sério o que pregam, então foi mais fácil identificar alguns pontos nestes programas de TV.
A prática "Fast-food" destas igrejas, também são semelhantes em se tratando do público. Por exemplo, o que uma pessoa procura quando vai comer numa rede como McDonald´s? Satisfação imediata, prazer, encher a barriga, tudo de forma muito rápida. O evangelismo dentro das igrejas-franquias são muito semelhantes! Eles te oferecem "graça", paz, cura de doenças, milagres e, principalmente, a prosperidade financeira. É o que chamamos de "teologia da prosperidade". Só se fala sobre isso nestes programas: - Gente que devia milhares de reais e quando "aceitou Jesus" deu a volta por cima e monta um império, e vira milionário; - Ou tinha alguma doença terminal e foi curado, deixando os médicos sem respostas. Tudo muito rápido.
A troco de quê? Fidelidade. (tem coisa mais "empresarial" do que fidelidade?) Hoje as empresas investem em fidelização, e a semelhança também se encontra nisso dentro de algumas igrejas. Porém eu não culpo os pastores, pelo menos não a eles somente. A culpa é do povo que só quer "Big-Mac", quer encher a barriga com coisas que não são nem um pouco nutritivas, ou seja, só querem ir onde vão escutar o que desejam "ouvir". E as pessoas comem o fast-food, criam o hábito, enchem suas artérias de gordura sem se importar e, inevitavelmente, infartam. Pelo menos, é assim que vejo "espiritualmente".
Algumas coisas demandam tempo pra aprender, e muitas vezes não é nada saboroso, mas é nutritivo. Eu não sou um exemplo pra ninguém, mas posso dizer que procuro escutar o que eu não gostaria de ouvir, mas que seja verdade. Eu não acredito que Deus "dá dinheiro", ou cura doenças terminais segundo "condições" para segui-lo. Dinheiro vem com trabalho (e olhe lá!). Eu acredito em Deus, mas creio que se eu passo alguma dificuldade ou sofrimento, é aí que Deus está para me dar forças. Deus não me dá peixes, ele me ajuda a pescar! E isso é ótimo. Saber que é capaz de superar limites só nos acrescenta mais e mais. É o que nos mantém vivos.
Em resumo, prefiro alimentar meu espírito com o longo aprendizado. O Fast-food é pra quem valoriza apenas o "agora", e isso definitivamente não é pra mim.
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Como ser um milagre?

Engraçado, que em meio a tantas "lutas" eu sempre tenho meu momento com Deus, e peço a Ele pra me dar uma luz. Seja essa luz apenas uma noção, um discernimento maior da situação, uma habilidade para tomar as melhores decisões. Mas apesar dessa minha fé em Deus, eu não sou uma pessoa que frequenta muito igrejas. Porém, desde a última sexta-feira eu tive muita vontade de ir na igreja que frequentava, e fui neste domingo que passou.
E de qualquer forma, acabei tendo uma sensação de que eu fui por um propósito maior, fui pra escutar coisas que eu deveria mesmo escutar. Comecei a semana com a "alma lavada". Fico feliz que ainda existem pessoas que levam a sério a responsabilidade de falar sobre Deus para as pessoas. Inclusive gostaria de compartilhar, a grosso modo, o que escutei por lá.
O rapaz começou a pregação falando sobre como o filho dele de 4 anos de idade está ainda numa fase onde ele vive de maneira lúdica, misturando fantasia e realidade. Falou de suas brincadeiras com ele, sobre o quanto ele é fã dos Power Rangers, e o quanto ele traz isso para a sua realidade, baseada ainda em brincadeiras. E ele fez uma comparação com pessoas "adultas" que ainda vivem dessa forma. Pessoas que colocam "heróis da Bíblia", ou até "líderes" como se fossem esses heróis da infância, misturando tudo com a nossa dura e cruel realidade.
Pastores pregam por aí sobre milagres, falam muito sobre curar doenças terminais, fazer paralíticos andarem, estátuas chorarem sangue, e outros efeitos pirotécnicos místicos que certas pessoas fazem questão de basear a sua vida. Porém, esse tipo de fé é uma verdadeira fábrica de frustrações. As expectativas sempre estão sobre uma idéia de que seguir Jesus é ser vitorioso financeiramente, ou não sofrer de nenhuma doença, ou ainda ser uma pessoa "blindada" contra as coisas ruins que ocorrem na vida de todo ser humano. Isso é balela, coisas ruins acontecem, isso sim é a realidade. O que faz a diferença é como encarar a realidade.
Jesus nunca pregou sobre milagres, apesar de sua história estar repleta deles, o seu foco sempre foi mostrar que existe algo muito mais valioso do que dinheiro, poder, saúde e tudo o que nós seres humanos sempre super-valorizamos. Ele apenas nos mostra o que é amar, mostra como é ser alguém que persiste em sua causa sem se importar com as circunstâncias terríveis que podem aparecer no caminho.
No fim, o maior milagre de todos é este. Não é multiplicar pães, nem transformar água em vinho. O segredo não é "termos" um milagre em nossas vidas, não é ser curado de algo, ou cair dinheiro do céu, ou qualquer outra coisa que certos líderes sempre prometem. Esqueçam as promessas, Deus quer que nós SEJAMOS um milagre. Ele não vai jogar pão do céu pra quem está nas ruas passando fome, Ele vai mandar um de nós levar pão pra eles. Nós podemos ser um milagre.
O milagre é sermos realistas e não desviarmos do propósito que temos na vida, por mais que as circunstâncias atrapalhem, é sermos incorruptíveis. Estes valores, estes princípios, nos tornam, independente de religiões, e de qualquer coisa, um milagre.
Tenham uma semana maravilhosa, sejam um milagre, fiquem com Deus.
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Depois da tempestade...

Tudo o que mais evitei na minha vida é chatear pessoas. Sempre fui aquele cara que sabia dizer a palavra certa na hora certa, desde pequenino as pessoas próximas a mim me tratavam com respeito por meu auto-controle, e o jeito "polido" de ser, mesmo se fosse para dar um puxão de orelha. Já escutei até que eu era uma pessoa que trazia "luz" onde chegava.
Sinto que aquele cara tropeçou em algum lugar e ainda não levantou direito. Ou a luz se apagou, eu não sei dizer. Parece que muitas coisas que faço, ou digo, simplesmente não se encaixam. Muitas vezes, eu me analisando, sinto que fui ou grosseiro, ou estúpido, ou um completo imbecil, sem perceber. Definitivamente, eu não sei o que ocorreu, mas não gosto disso...
Eu era conhecido como "a paciência em pessoa", a coisa mais difícil era me ver agitado, ou estressado com algo. Mesmo em situações extremas eu era aquele que falava "Calma, deixa que eu resolvo isso." E resolvia. Sempre me espelhei num Mestre, que no meio da tempestade, ele acalmava a todos, inclusive a própria tempestade.
Sempre fui mais próximo de Deus, e agora sinto que estou distante até de mim mesmo, daquele cara que sempre fui. Preciso voltar e me encontrar, preciso crescer de novo, e com a ajuda de Deus vou conseguir reparar tamanho erro, levantar de tamanho tombo. Tenho sido áspero, tenho sido o oposto do que era, e com isso chateio pessoas, as afasto, e faço com que percam o respeito por mim... Mas vou me erguer e mostrar com a minha vida, que o Mestre ainda é o meu espelho. Com a ajuda dele, e o meu esforço sem medidas, é claro.
Ainda voltarei a ser aquela pessoa em que os outros se sentiam bem ao lado. Tenho fé que sim.
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K(B)oRn Again!
Esses dias descobri um vídeo com o ex-integrante do Korn, Brian Head Welch, onde ele fala sobre sua experiência de largar as drogas, recuperar a sanidade e resteurar seu relacionamento com sua filha.
Hoje ele tem um trabalho solo, com o estilo de som muito similar ao do KoRN, porém com letras de teor mais cristão. Mas nada de "glória, aleluias", pelo contrário, ele usa a música para criticar o sistema religioso engessado de hoje em dia, entre outras letras onde ele sugere mudança de vida pros jovens que estão atolados nas drogas, gritando "C´mom, get up! Let´s change!"
Se você tiver paciência ou interesse em saber da história em 7 minutos, veja o vídeo abaixo. E a música de trabalho "Flush" está no vídeo acima.
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Salvar quem, do quê?

Sei que posso estar chovendo no molhado quando escrevo sobre esse assunto, mas na minha mente vem a questão dos "porquês" dos questionamentos da fé que cada ser humano deposita em seu Deus (ou em algo que considere seu Deus). Eu, por exemplo, tenho fé de que Deus existe, de que ele se fez "humano" pra nos salvar... mas, alguém me pergunta: Salvar do quê?
Pois bem, eu creio que ele nos criou. Não posso afirmar aqui se o primeiro homem foi Adão, ou se viemos do macaco, pois não sabemos inclusive se essa evolução aconteceu por vontade de Deus até chegarmos a ser o que somos hoje. E, partindo deste princípio, inclusive de que fomos criados pra sermos filhos dele, ele nos ama e preparou um paraíso (Seja físico, ou sobrenatural) para que pudéssemos viver com ele, e usufruir de um mundo bem melhor do que conhecemos hoje... mas alguém me pergunta novamente: Ok, mas ainda não disse do que ele nos salva!
Sendo direto então. Ele nos salva do INFERNO.
Continuando, eu diria que carregamos em nossas almas, espíritos e corpos, um tipo de "dna" de Deus, pois somos sua imagem e semelhança, e a nossa natureza é feita da mesma "matéria-prima" que o mundo que ele criou para nós, um mundo onde ele existe, e por consequência, o seu amor é parte desse lugar que chamo de paraíso (pra ser lúdico apenas). Digo isso pra chegar na definição "lúdica" de que o inferno nada mais é do que um lugar simplesmente sem esse amor. Que por consequência nos tira do habitat para o qual fomos criados para viver.
Infelizmente vejo verdadeiras mega-instituições religiosas que pregam o paraíso e o inferno de forma caricata e deformada, talvez mesmo porque o "Marketing" é interessante quando é assim tão sensacionalista quanto ao lugar "pra onde vamos". Mas isso causa uma certa repulsa em alguns, afastando-os de Deus, inclusive por culpá-lo pela ignorância humana, ou ainda causando um certo fanatismo, onde pessoas literalmente mimetizam seus líderes religiosos de todas as formas possíveis, tornando-os mais seguidores do Pastor, Padre, Rabino, ou Pai de santo, mais do que o próprio Deus que pregam.
E creio sim, que isso tudo não deixa de ser uma amostra-nem-tão-grátis do que é o inferno. Percebo que existe uma força enorme que tenta afastar a humanidade de Deus, e usa um meio infalível: a "Super-religião". Esse meio não é a ciência, pois esta apenas confima do que somos feitos, e como funcionam os mecanismos desde um simples átomo, até o universo inteiro, que ao meu ver não nega que podem ter sido criados por Deus.
Porém a Super-religião é aquela que divulga que é a única verdade absoluta. Que só seus rituais, dogmas e doutrinas é que fazem realmente o ser humano aproximar-se de Deus. Algumas vezes tenho a impressão que eles querem convencer até o próprio Deus de que eles são os absolutos. Eles pregam como pessoas humildes, mas no fundo se acham verdadeiras celebridades-de-condomínio, e se contentam com isso, ainda mais quando é rentável. Concluo assim que o deus da Super-religião é o Ego, que infelizmente tem tomado o coração de muitos, e fazendo com que o amor se esfrie cada vez mais entre as pessoas super-religiosas.
O Deus que eu acredito foi condenado por fanáticos religiosos como um herege, blasfemador, foi ameaçado de apedrejamento e o crucificaram inclusive porque ele estava falando "verdades" demais, e de uma maneira deliciosa, de maneira metafórica e lúdica ele nos ensina tanta coisa, para que aprendamos melhor, e principalmente com amor. Meu Deus não está preocupado com minha aparência externa, ou pelas coisas que aprecio nesse mundo, e sim, de que forma eu saberei lidar com elas. Ele me ama, é simples.
Falar com Ele é simples. Não tem padre, pastor, ou qualquer líder religioso que possa "Intervir" na tua comunicação com Deus. Isso é exclusividade sua, minha, de todos nós. É só entrar no quarto, banheiro, ou até no seu escritório onde trabalha e fechar os olhos e conversar!!! Converse mentalmente, não precisa falar alto, nem gritar, Ele escuta de qualquer jeito. E, com certteza, não precisa usar palavras rebuscadas e formais iguais as das antigas traduções bíblicas, pois Ele entende você na SUA linguagem.
Do que Deus pode te salvar? Ele salva daquele inferno sem chamas, daquele inimigo há muito tempo já conhecido. Não, não é o "diabo", este só joga a isca. O maior inimigo é você mesmo, tudo depende de suas escolhas e atitudes diante de situações extremas, se você se corrompe ou não.
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Simples assim

"Se você está à procura de uma religião que o deixe confortável, definitivamente eu não lhe aconselharia o cristianismo."
C. S. Lewis
Comecei com essa frase porque ela representa exatamente o oposto do que os pseudo-líderes cristãos dizem por aí. Se você ligar a TV e zapear, principalmente nos horários noturnos e matutinos, sempre haverá um ser de paletó e gravata gritando a ponto de lhe saltar as veias do pescoço de que Deus vai lhe fazer prosperar financeiramente, vai curar sua doença, vai te proteger das macumbas que lhe fazem por aí ou que você chutou. Enfim, é um discurso bem marketeiro, e funciona bem para atrair um povo egoísta e que adora olhar para o próprio umbigo, e só busca o próprio conforto incessantemente.
Falo de falsas teologias que surgiram com o poder que algumas denominações pseudo-cristãs arrumaram para angariar milhões e milhões, tirando de centavo em centavo de muita gente que busca exatamente o que eles dizem que Deus oferece. E é isso exatamente um dos fatores que considero críticos e que causam as maiores decepções das pessoas contra Deus. Já vi muitas pessoas declararem ódio e repulsa, ou simplesmente declararem que Deus simplesmente não existe exatamente por enxergarem tamanha sujeira destes "representantes".
Indo ao assunto, definitivamente acredito que o Cristianismo (o verdadeiro), não tem esse discurso egoísta de "Me siga e fique rico", e também não creio que quem é cristão necessariamente deva levar a bíblia ao pé-da-letra e vender tudo o que tem. Na essência, creio que Deus sabe exatamente a necessidade de cada um, e que Ele espera de nós que sejamos "instrumentos" dEle para que um seja uma bênção na vida do outro! Pelo menos se eu fosse Deus e criasse a humanidade era isso que eu gostaria de ver, e vendo por essa mesma ótica, principalmente os "cristãos", Ele deve estar deveras decepcionado.
Deus não quer ver uma igreja cheia de pessoas domingueiras, que ficam cantando e chorando, e abraçando gente que nem conhece lá, pra depois chegar em casa e chutar o cachorro, bater na esposa, ignorar o filho. Ele quer uma igreja sim, mas não aquela feita de tijolos e toda adornada com ouro, e sim aquela feita de carne, sangue, espírito, alma e suor. Ele quer gente que se mexa, que ore pelos outros, que faça o bem para pessoas, sejam elas da religião que for, ou ateus, é NOSSA obrigação fazer o bem e ajudar quem precisa.
Quando li a frase de C. S. Lewis, senti de escrever isso. E a começar pelo meu exemplo, sei que quando me sinto "confortável" é porque algo está errado. É impossível acreditar em Deus e se sentir confortável enquanto vemos crianças morrendo de fome, pessoas inocentes morrendo no meio de bombardeios, ou ver o vizinho sofrer um infarto e saber que nunca nem falei sobre Deus pra ele. Definitivamente, peço a Deus para que eu nunca seja hipócrita e diga que me sinto confortável, diante do que acredito, e do mundo em que vivo. Enquanto eu não fizer nada pra melhorar minha vida, da minha família, dos meus amigos, e até dos meus inimigos (se eu tiver), eu vou estar desconfortável.
Ainda bem!
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Você tem um problema? Pense bem...

Hoje passei a tarde toda num lugar onde acredito que todas as pessoas deveriam passar ao menos uma tarde na vida. Na verdade, não estou falando de um lugar relaxante e divertido, e sim de um lugar onde as pessoas aprendem que não devem reclamar da vida. Este lugar se chama "Hospital do Câncer".
Hoje fui a uma reunião com meu sócio, que é praticamente meu irmão, e na volta passamos no Hospital onde a mãe dele (que nem preciso dizer que é praticamente minha mãe também) está fazendo tratamento. Realmente é uma situação muito tensa, onde nos sentimos tão impotentes, e não sabemos o que fazer pra ajudar. Isso porque acompanhando a trajetória deste problema, é algo que realmente nos faz pensar na vida, em nossas atitudes, e tudo mais.
Porém hoje tive o privilégio de ver não só uma pessoa em tratamento, e sim várias. Digo que é um privilégio, não com alegria, pelo contrário, é muito triste o que vi, mas ao mesmo tempo é algo que te faz crescer e notar o quanto nós todos somos insignificantes. Hoje vi muitos heróis de verdade ali, pessoas guerreiras, entre elas haviam jovens, anciãos e criancinhas. Todos eles lutando com esse monstro, dia após dia, e sofrendo as marcas dessa luta tão difícil, tanto física quanto psicológica.
Na sala de espera você aprende muitas lições, por exemplo, uma senhora em que a voz não saía pelo fato de ter câncer na garganta, mas o que me impressionou foi o sorriso que aquela senhora tinha no rosto, ela estava sempre sorrindo, muito simpática, e apesar de não ter mais voz, ela conversa com todo mundo e encoraja pessoas novas que chegam lá! Um exemplo, pras pessoas que vivem "rabugentas", de cara feia só porque está com alguns reais a menos no bolso.
Outra pessoa foi um rapaz que deve ter no máximo uns 22 anos, com câncer no fígado, e que após o tratamento acabou encontrando mais um tumor no pescoço, acompanhado pela mãe, ele nos disse vai "tirar isso de letra" e que vai sair dessa. Logo após uma senhora que tem um tumor benigno no cérebro, mas como esse tumor vem crescendo, prejudicou suas capacidades motoras, e ela anda numa cadeira de rodas e tem dificuldade na fala, porém mesmo assim ela tem educação em cumprimentar-nos com um "boa tarde" e sorrir pra nós.
Por último, olhando mais abaixo no mesmo prédio, uma moça "distraindo" uma criança com uns 7 anos de idade, no máximo, enquanto as agulhas estavam enfiadas nele, para o tratamento de quimioterapia. Horas depois, o vejo passando na ruazinha do hospital chorando e com mal estar, enquanto a mãe "disfarçadamente" chora, de mãos dadas com ele. Entre outras crianças que vi lá, e prefiro não comentar porque já está me dando um nó na garganta.
Então, se você está triste porque lhe fizeram uma intriguinha, oi foi perseguido. Ou está precisando cobrir o cheque especial, ou ainda se frustra porque não possui o último modelo de celular, alegre-se por ter apenas estes problemas. Você é um(a) felizardo(a).
Por que estou escrevendo isso?
Porque eu não quero esquecer este dia, e quero que quem leia isso também possa sentir isso. Sentir que nossos problemas não são NADA, que nossa vida é sim uma bênção, e que heróis realmente existem, eu os vi hoje mesmo e me tornei um fã incondicional... de cada um deles.
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O Evangelho e um travesti? Que lição...
Encontrei esse texto, que é uma ótima visão de como seria a parábola do "bom samaritano" nos dias de hoje. Muitos religiosos odiariam ler, mas não podem discodar.
E perguntaram a Jesus: "Quem é o meu próximo?" E ele lhes contou a seguinte parábola:
Voltava para sua casa, de madrugada, caminhando por uma rua escura, um garçom que trabalhara até tarde num restaurante. Ia cansado e triste. A vida de garçom é muito dura, trabalha-se muito e ganha-se pouco. Naquela mesma rua dois assaltantes estavam de tocaia, à espera de uma vítima. Vendo o homem assim tão indefeso saltaram sobre ele com armas na mão e disseram: "Vá passando a carteira". O garçom não resistiu. Deu-lhes a carteira. Mas o dinheiro era pouco e por isso, por ter tão pouco dinheiro na carteira, os assaltantes o espancaram brutalmente, deixando-o desacordado no chão.
Às primeiras horas da manhã passava por aquela mesma rua um padre no seu carro, a caminho da igreja onde celebraria a missa. Vendo aquele homem caído, ele se compadeceu, parou o caro, foi até ele e o consolou com palavras religiosas: "Meu irmão, é assim mesmo. Esse mundo é um vale de lágrimas. Mas console-se: Jesus Cristo sofreu mais que você." Ditas estas palavras ele o benzeu com o sinal da cruz e fez-lhe um gesto sacerdotal de absolvição de pecados: "Ego te absolvo..." Levantou-se então, voltou para o carro e guiou para a missa, feliz por ter consolado aquele homem com as palavras da religião.
Passados alguns minutos, passava por aquela mesma rua um pastor evangélico, a caminho da sua igreja, onde iria dirigir uma reunião de oração matutina. Vendo o homem caído, que nesse momento se mexia e gemia, parou o seu carro, desceu, foi até ele e lhe perguntou, baixinho: "Você já tem Cristo no seu coração? Isso que lhe aconteceu foi enviado por Deus! Tudo o que acontece é pela vontade de Deus! Você não vai à igreja. Pois, por meio dessa provação, Deus o está chamando ao arrependimento. Sem Cristo no coração sua alma irá para o inferno. Arrependa-se dos seus pecados. Aceite Cristo como seu salvador e seus problemas serão resolvidos!" O homem gemeu mais uma vez e o pastor interpretou o seu gemido como a aceitação do Cristo no coração.
Disse, então, "aleluia!" e voltou para o carro feliz por Deus lhe ter permitido salvar mais uma alma.
Uma hora depois passava por aquela rua um líder espírita que, vendo o homem caído, aproximou-se dele e lhe disse: "Isso que lhe aconteceu não aconteceu por acidente. Nada acontece por acidente. A vida humana é regida pela lei do karma: as dívidas que se contraem numa encarnação têm de ser pagas na outra. Você está pagando por algo que você fez numa encarnação passada. Pode ser, mesmo, que você tenha feito a alguém aquilo que os ladrões lhe fizeram. Mas agora sua dívida está paga. Seja, portanto, agradecido aos ladrões: eles lhe fizeram um bem. Seu espírito está agora livre dessa dívida e você poderá continuar a evoluir." Colocou suas mãos na cabeça do ferido, deu-lhe um passe, levantou-se, voltou para o carro, maravilhado da justiça da lei do karma.
O sol já ia alto quanto por ali passou um travesti, cabelo louro, brincos nas orelhas, pulseiras nos braços, boca pintada de batom. Vendo o homem caído, parou sua motocicleta, foi até ele e sem dizer uma única palavra tomou-o nos seus braços, colocou-o na motocicleta e o levou para o pronto socorro de um hospital, entregando-o aos cuidados médicos. E enquanto os médicos e enfermeiras estavam distraídos, tirou do seu próprio bolso todo o dinheiro que tinha e o colocou no bolso do homem ferido.
Terminada a estória, Jesus se voltou para seus ouvintes. Eles o olhavam com ódio. Jesus os olhou com amor e lhes perguntou: "Quem foi o próximo do homem ferido?"
Rubem Alves
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Religião x Redenção
Participo de uma comunidade muito boa chamada "Cristianismo sem hipocrisia" e um amigo postou um vídeo que achei muito bom, muito esclarecedor.
Mark Driscoll fala sobre as grandes diferenças entre crer numa religião, ou na redenção. Se você tem 10 minutos, vale a pena! Sejam religiosos ou não!
Destaque para esse trecho:
"A religião diz: há dois tipos de pessoas: as boas e as más; as boas vcs sabem, se parecem cmg, e as más não se parecem comigo. ERRADO!!!
Todas as pessoas são más, e há dois tipos de pessoas: as arrependidas e as não arrependidas. Se tds as pessoas más fossem usar um chapéu preto, e as boas um branco, estaríamos todos de chapéus pretos e só Jesus de chapéu branco."
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