
Quem me conhece e acompanha este blog sabe que não é segredo que Metallica é minha banda predileta. Pois bem, eu QUASE não fui ao show. Não fui em 99, porque andava meio decepcionado com eles, e em 92 foi o melhor show que já tinha visto... até ontem.
Pois bem, alguns podem dizer que o Metallica de 92 era o bom e velho Metallica. Mas eu posso afirmar que o James, Kirk e Lars eram sim, o bom e velho Metallica novamente. Eles tocaram muitos clássicos, e com uma energia que eu não via neles há muitos anos. Acho que o Metallica de 92 já era uma banda com suas crises de vaidade, em decadência, e o resultado disso foi o lançamento de álbuns como Load, aquelas brigas com o Napster e declarações idiotas do Lars como "Heavy Metal é uma merda". Mas assistindo ao documentário "Some Kind of Monster" deu pra ver que eles se perderam demais, desde a morte de Cliff Burton, a verdade é essa. E precisaram sim, chegar ao fundo do poço, aprender errando, e crescer. E ontem eu presenciei isso: Eles finalmente cresceram.
Esse é o motivo pelo qual afirmo que o show de ontem foi o melhor. Foi feito por caras que passaram pelo melhor, desceram até o pior, e conseguiram se erguer novamente. O próprio James falou (as poucas palavras do show que ele disse) que fica feliz pelos fãs que continuaram com eles, que estavam lá assistindo eles naquele momento, e até perguntava se todos nós tínhamos o último álbum "Death Magnetic" (com um ar mais de "espero que vcs gostem" do que de "espero que vc comprem").
Tudo parecia dar "certo demais" ontem. Comprei arquibancada azul, mas gostaria muito de ir na pista, que já havia esgotado e era caro. No momento em que estava no meio da fila vem o orientador do estádio e diz que a arquibancada fechou... quem quisesse poderia ir pra PISTA!!!! E foi pra onde eu corri.
O show foi aberto pelo Sepultura, que também mandou muito bem, e tocou clássicos da banda. O vocalista Derick é muito bom, e tem um baita carisma. E posso afirmar que os irmãos Cavallera não fizeram a menor falta. O som estava um pouco baixo, uma pena. Uma chuva chata dos diabos naquele momento, até o intervalo. Até que a chuva parou, veio aquele "silêncio" que foi quebrado por um timbre de guitarra muito familiar... era a guitarra do James. Os caras passando o som, testando, e estava maravilhoso (ainda bem). O céu escureceu, parou de chover, dava pra ver estrelas, a Lua Cheia. Então com tudo apagado no Morumbi, o telão acende e começa a passar "The Ecstasy of Gold", o tradicional início de todos os shows da banda. Não tem como não gritar. Ainda mais quando o início é marcado por 2 clássicos "Creeping Death" e "Ride the Lighting".
Depois tocaram outros como "Unforgiven", "Sad but True", "One", "Master of Puppets", "Hit the Lights", "Seek and Destroy"... Enfim, eles arrebentaram! O show, na minha opinião, foi maravilhoso, do tipo que eu me arrependeria muito se não tivesse ido! Com certeza terei ótimas lembranças. Tão boas quanto as de 92, sem sombra de dúvidas.
Hoje estou com dor nas costas, nas pernas, no pescoço, e um pouco rouco (pois não sou mais aquele rapaz de 16 anos). Mas a sensação é muito boa. Valeu a pena.