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1989


Era 1989, e entrava em cartaz nos cinemas o filme que era uma promessa de colocar o Batman de volta às telas de cinema, em grande estilo: "Batman, de Tim Burton" - com Michael Keaton e Jack Nicholson. Eu tinha 13 anos de idade e era louco pelas histórias do Batman, principalmente por ter lido "Cavaleiro das Trevas", de Frank Miller, e "A Piada Mortal" de Alan Moore, pouco tempo antes.

Lembro que meu pai fez de tudo para me levar pra ver esse filme, pois ele sabia o quanto eu gostava. Numa tarde, ele me levou junto ao trabalho, e num cinema dentro de um Shopping onde ele estava montando uma loja, pois na época ele tinha uma marcenaria, deixou o pessoal montando os móveis pra ir no andar de cima comigo. Foi algo de última hora e parece que não tinha mais lugares. Lembro que ele deu um jeito, conversou e conversou e no fim, conseguiu que entrássemos. Porém não haviam mais assentos disponíveis.

Ele moveu o cinema para me arrumar uma poltrona, e de repente vejo os caras do cinema carregando uma poltrona "das grandes" no fundão do cinema só pra eu assistir o filme acomodado. E meu pai? Assistiu de pé. Eu queria que ele revezasse comigo, mas ele insistiu pra que eu ficasse sentado o tempo todo e curtisse o filme.

Confesso que realmente adorei o filme, mas nesse dia o que mais adorei foi assistir o quanto meu pai lutou pra me tirar um sorriso, fazer algo que eu tanto gostava. E por um momento parei de olhar o herói da ficção pra olhar com muita gratidão, pra um herói de verdade.

Metallica, Estádio do Morumbi - 31 de Janeiro de 2010

Quem me conhece e acompanha este blog sabe que não é segredo que Metallica é minha banda predileta. Pois bem, eu QUASE não fui ao show. Não fui em 99, porque andava meio decepcionado com eles, e em 92 foi o melhor show que já tinha visto... até ontem.

Pois bem, alguns podem dizer que o Metallica de 92 era o bom e velho Metallica. Mas eu posso afirmar que o James, Kirk e Lars eram sim, o bom e velho Metallica novamente. Eles tocaram muitos clássicos, e com uma energia que eu não via neles há muitos anos. Acho que o Metallica de 92 já era uma banda com suas crises de vaidade, em decadência, e o resultado disso foi o lançamento de álbuns como Load, aquelas brigas com o Napster e declarações idiotas do Lars como "Heavy Metal é uma merda". Mas assistindo ao documentário "Some Kind of Monster" deu pra ver que eles se perderam demais, desde a morte de Cliff Burton, a verdade é essa. E precisaram sim, chegar ao fundo do poço, aprender errando, e crescer. E ontem eu presenciei isso: Eles finalmente cresceram.

Esse é o motivo pelo qual afirmo que o show de ontem foi o melhor. Foi feito por caras que passaram pelo melhor, desceram até o pior, e conseguiram se erguer novamente. O próprio James falou (as poucas palavras do show que ele disse) que fica feliz pelos fãs que continuaram com eles, que estavam lá assistindo eles naquele momento, e até perguntava se todos nós tínhamos o último álbum "Death Magnetic" (com um ar mais de "espero que vcs gostem" do que de "espero que vc comprem").

Tudo parecia dar "certo demais" ontem. Comprei arquibancada azul, mas gostaria muito de ir na pista, que já havia esgotado e era caro. No momento em que estava no meio da fila vem o orientador do estádio e diz que a arquibancada fechou... quem quisesse poderia ir pra PISTA!!!! E foi pra onde eu corri.

O show foi aberto pelo Sepultura, que também mandou muito bem, e tocou clássicos da banda. O vocalista Derick é muito bom, e tem um baita carisma. E posso afirmar que os irmãos Cavallera não fizeram a menor falta. O som estava um pouco baixo, uma pena. Uma chuva chata dos diabos naquele momento, até o intervalo. Até que a chuva parou, veio aquele "silêncio" que foi quebrado por um timbre de guitarra muito familiar... era a guitarra do James. Os caras passando o som, testando, e estava maravilhoso (ainda bem). O céu escureceu, parou de chover, dava pra ver estrelas, a Lua Cheia. Então com tudo apagado no Morumbi, o telão acende e começa a passar "The Ecstasy of Gold", o tradicional início de todos os shows da banda. Não tem como não gritar. Ainda mais quando o início é marcado por 2 clássicos "Creeping Death" e "Ride the Lighting".

Depois tocaram outros como "Unforgiven", "Sad but True", "One", "Master of Puppets", "Hit the Lights", "Seek and Destroy"... Enfim, eles arrebentaram! O show, na minha opinião, foi maravilhoso, do tipo que eu me arrependeria muito se não tivesse ido! Com certeza terei ótimas lembranças. Tão boas quanto as de 92, sem sombra de dúvidas.

Hoje estou com dor nas costas, nas pernas, no pescoço, e um pouco rouco (pois não sou mais aquele rapaz de 16 anos). Mas a sensação é muito boa. Valeu a pena.

Decision


Comprei um SketchBook nesse fim de semana, e resolvi inaugurá-lo com um retrato de algo que me ocorreu, mas só estava na minha memória, e merecia um registro. Foi em 29 de abril de 2005, eu estava a caminho do Rio de Janeiro. O ônibus parou no meio do caminho, num posto de gasolina, com um restaurante. Todos foram comer alguma coisa e eu me isolei, fui andando e cheguei numa mureta, longe de tudo.

Lá eu podia ver o céu, um pouco nublado, árvores, prédios bem distantes e montes. Exatamente como no desenho. Olhei para o céu e pedi a Deus sabedoria para tomar a melhor decisão. Minha vida passava no céu como se fosse um filme e vi que meus últimos dias não eram felizes, estava sendo consumido por uma grande depressão até então.

Começou a ventar. Uma brisa começou a me "beijar", trazendo a resposta. Eu sorri, emocionado, olhando para o céu ainda e agradecendo a Deus por poder escolher capítulos mais felizes para minha vida. E foi assim que aconteceu. Desde o momento da decisão, a alegria e o sabor pela vida voltaram.

Ter feito este desenho primeiramente, não foi por acaso. Eu acredito que estou começando outro capítulo feliz com este Sketchbook.

A brisa me beija novamente.

Diga... 33!



Dia 11 de outubro foi o meu aniversário, e ao completar 33 anos de idade, novamente pensei no que tenho feito em minha vida, de bom, de ruim, importante ou irrelevante. Só sei que é muito bom estar do lado de quem amamos, e também ter o carinho das pessoas que são próximas mesmo quando estão distantes. Recebi mensagens no celular, alguns poucos telefonemas, emails e recados muito carinhosos. Sem falar na surpresa que tive quando acordei, e a casa estava decorada com uma mesa com a toalha do "Batman", com bolo e salgados que minha esposa preparou carinhosamente pra mim, me fazendo sentir num dia realmente especial. Meu filho também fez uma coisa que me emocionou, me abraçando muito forte após apontar para o "Feliz Aniversário" que estava colado na parede da sala. Foi um abraço valioso, indescritível.

Ganhei alguns presentes, entre roupas e a parte de presentes para o "nerdão" aqui: Heroes, volume II (a HQ) da minha mulher, e uma Guitarra pra jogar Guitar Hero e RockBand do meu brother. (o feriado eu passei 50% praticamente lendo e jogando...hahaha!)

Mas claro, que o maior presente de todos é poder ter vivido mais um ano, e nesse ano ter lutado pra ser bom marido, bom pai, bom filho, bom amigo. Talvez eu nem sempre consiga ser bom o tempo todo em tudo, mas eu tento bastante, acreditem! Porém eu posso afirmar que tenho tudo do melhor: a melhor mulher, o melhor filho, os melhores pais e os melhores amigos!!! E se tenho tudo isso, é porque ao menos minhas tentativas devem ter algum efeito pra merecer tanta coisa boa na vida!

Enfim, quero poder dizer o mesmo durante os próximos 33 anos. Obrigado a todos!!!

Enter Sandman - Metallica (1991)



Lembro-me quando o clip de Enter Sandman foi anunciado na MTV, eu nem estava olhando para a TV e quando escutei "o novo clip do Metallica", olhei para a TV com uma cara de "Anh???". O Metallica até então só havia feito o vídeo de "One", e tinham deixado a entender que seria o único vídeo da banda, por isso a minha surpresa.

Enfim, o vídeo estreou e eu, adolescente-metaleiro-cabeludo-quesósevestiadepreto, fiquei vidrado. Era a volta triunfal da minha banda predileta. Eu tinha 15 anos de idade e tinha uns trocados guardados. Lembro-me de ir até a galeria do Rock e gastei tudo no novo CD, o famoso "álbum preto". Ele vinha numa caixa grandona, com um encarte especial, cheio de frescuras.

Cheguei em casa, coloquei pra tocar, e além de Enter Sandman adorei principalmente as músicas Sad but True, Strugle Within e Wherever I may Roam. The Unforgiven e Nothing Else Matters eu achei legal, mas aquilo me assustou um pouco na época, por ser algo muito diferente do que eles vinham gravando.

Tempos depois veio o anúncio: Metallica viria para o Brasil. E eu gastei meu dinheiro todo no CD. Que tristeza! Meus pais NUNCA me dariam dinheiro pra eu ir num show do Metallica, sei disso porque eu pedi (rs). E agora???

Lembro-me que era próximo ao meu aniversário, e no dia do meu aniversário minha avó me deu uma nota de 100 dólares! Ela não imagina o tamanho do presente que ela me deu até hoje! (rs) Então consegui o dinheiro comprei o ingresso. O show ia ser no Parque Antártica.

Quem abriu o show foi a banda brasileira Viper. Na época eu achava algumas músicas deles bem legais mesmo, mas confesso que foi uma tortura ter que ficar esperando chegar a hora da minha banda predileta. Até que começou a escurecer o tempo, já chegava a hora, o Viper havia terminado o show e deixado o palco. O único ruído que era constante era de uma multidão murmurando, ou conversando. Já era noite, quando todas as luzes do palco se apagaram... e tocou a boa e velha introdução "The Ecstasy of Gold", todos nós gritávamos aguardando o início do show. As luzes se acenderam, e eles estavam ali tocando Master of Puppets, Whiplash, e um "medley" de And Justice For All..." com exceção de One, que eles tocaram no famoso "bis". James Hetfield fazia o povo gritar "Fuck No, James!!!", perguntando se queríamos o final do show.

Foi incrível. E mal sabia eu que eu estava ali assistindo um dos últimos shows de uma das melhores fases do Metallica. Minha avó foi um anjo, e me deu muito mais do que 100 dólares, ela me deu um momento que não tem preço, e que carrego na minha memória sempre com muita alegria.

Anos Incríveis



Ontem recebi um email do meu pai com um anexo, e neste anexo uma carteirinha de 1979 que ele encontrou e digitalizou pra me fazer uma surpresa. Eu adorei rever, inclusive fiquei impressionado com a semelhança entre meu filho e eu nessa foto.

É uma carteirinha de sócio de um clube de recreação aqui de São Paulo, com piscinas, quadras, pista para correr e caminhar, um parque muito bonito. Lembro-me que eu ia muito nessa época com a minha mãe. Íamos caminhando de casa até lá, pois era bem próximo. Eu me divertia muito na piscina, e no parque que tinha brinquedos improvisados em troncos de árvore.

Chegávamos no clube, e eu entrava com minha mãe no vestiário feminino, que na época eu não ligava muito pra isso por causa da idade, apesar de reparar bastante naquele montão de moças nuas(risos). Mas minha prioridade era me divertir com minha mãe na piscina, algumas vezes fazendo amizade com outras crianças. Realmente tenho ótimas lembranças daquele lugar.

Há pouco tempo atrás fui passear lá, depois de muitos anos o clube se tornou propriedade do governo, mas está muito bonito ainda. Inclusive fui com minha esposa e meu filho. Andando por lá com eles eu via como se estivesse viajando no tempo, olhando para o parquinho, e "me vendo" brincando lá quando pequeno. As árvores que estão lá agora são enormes, bem diferentes da época que eu frequentava, quando ainda eram apenas pequenas plantas há mais de 25 anos atrás. Depois eu "acordava" dessa visão, e via meu filhote no mesmo lugar. Só conseguia olhar pra ele com minha tradicional cara de bobo, e sorrir.

Momento tão simples, mas tão feliz. Viajar no tempo, algumas vezes é maravilhoso.

Para uma guerreira


Conheci essa pessoa há aproximadamente 11 anos, e ela acompanhou muitos momentos da minha vida desde então, trocamos muitas conversas, confidenciamos muitas coisas um ao outro. Ela me tratava, e me acolheu com o mesmo carinho que uma mãe acolhe um filho.

Sempre me admirou a sua paciência e sua compreensão sobre os acontecimentos da sua vida, por pior que fossem, ela nunca "abandonou o navio", ela nunca se abateu por circunstâncias, que eu não suportaria nem metade delas. Sim, realmente ela teve muito a ensinar, deu uma lição do que é ser uma pessoa guerreira pra todos nós que ficamos.

A última guerra foi muito sofrida, até que depois de 4 anos de luta, neste último dia 11 ela nos deixou...

Porém, pra mim, ela sempre será uma pessoa vitoriosa. E vai deixar saudade, muita saudade...

SledgeHammer - Peter Gabriel



Carammmba, como eu adoro esse vídeo. Ele é muito antigo, e muito bem produzido para sua época. Lembro-me de quando vi pela primeira vez, era impressionante, era como ver um filme super produzido de hoje. Animações muito legais, e música muito boa de Peter Gabriel. Eu era criança nessa época, faz temmmmpo...rs

No último fim de semana, almoçando com Rafinha e Paulinha, passou na TV. Foi legal rever algo que eu já havia esquecido.

Palavras que marcam

"Filho, deixa ele levar esse avião, depois o papai te compra outro!"
- Quando eu tinha 9 anos de idade, meu pai deu meu avião caça do Comandos em ação pra um primo dele que era piloto.

"Você não olha por onde anda?"
- Aos 7 anos de idade, pisando na unha encravada da Professora, que estava histérica. (depois ela se desculpou por ter me assustado)

"Vamos deixar isso pra lá?"
- Aos 11 tomei uma surra de um amigo que era judoca, e eu não sabendo disso arrumei encrenca com ele segurando ele pela gola do blusão (ouch)

"Ficou ótimo, mas acho que se você mudar isso aqui, e outra coisa ali, fica melhor."
- Desde os 16 quando comecei a trabalhar com design, até os dias de hoje.

"Caramba véio, tenho orgulho de ser teu amigo!"
- Vários colegas de classe. Aos 17 quando ganhei o prêmio do concurso de melhor selo comemorativo dos 20 anos da Joven Pan, na Escola Panamericana de Artes.

"A próxima vez que fizer isso, te darei uma nota vermelha."
- Aos 18 fiz uma caricatura de um professor, no quadro, com giz. A caricatura era de mal gosto mesmo, apesar de bem feitinha.

"Por que você não casa logo e vai embora?"
- Numa discussão com minha mãe, depois de eu tê-la irritado bastante. Aos 20 anos.

"High, essa aqui é Paulinha. Paulinha esse é o High."
- Uma amiga apresentando a minha menina, numa conversa de MSN.

"Eu te amo muito!"
- Minha menina, na primeira vez que nos vimos pessoalmente.

"Você vai ser papai!"
- Sendo acordado às 6 da manhã, num domingo, aos 30 anos.

"Quer vê-lo nascer? Vai ser agora."
- Na sala de parto, a enfermeira me perguntando se eu queria ver meu filho nascer, e eu fui, é claro!

"Pa...pa...i.."
- Meu filho no berço me olhando e sorrindo, dizendo pela primeira vez.

Parabéns pra nós!



Em 29 de abril de 2005 eu fui para o Rio de Janeiro para conhecer uma pessoa mais do que especial, e ia conhecê-la no dia do seu aniversário.

Nos conhecemos por um acaso numa conversa de MSN, uma amiga em comum nos apresentou e começamos a conversar. A simpatia, o jeito agradável de ser, o bom humor e a inteligência daquela garota me cativou no mesmo instante, e eu não podia deixar de ir conhecê-la. Então fiz minha malinha (rs) e fui! Foram seis horas de viagem, pois fui de ônibus, e a ansiedade era gigantesca, eu não via a hora de chegar lá!

Nesse dia eu menti pra ela, eu disse que ia estar fora, e não ia poder nem ligar pra ela, nem conversar com ela na parte da tarde, pois ia estar numa reunião. Tive que fzer isso, pra não estragar a surpresa, é claro. Mas valeu a pena! Logo quando cheguei no Rio, nossa amiga me encontrou na rodoviária, e fomos para uma pizzaria onde ela estava comemorando o seu aniversário.

Lembro até hoje, quando entrei naquela pizzaria, e tinha já um monte de gente na mesa dela olhando pra porta e comemorando minha chegada, afinal todos sabiam, menos ela! Até que eu a vi, ela olhou em direção a porta e me viu. Levantou, aos pulos, correndo na minha direção pulou no meu pescoço, e eu a abracei pela primeira vez. Foi o abraço mais gostoso da minha vida.

Já se passaram quatro anos. Hoje ela é minha mulher, e temos uma família linda, com a chegada de nosso filho, que hoje tem um ano e meio, e já fala "béns mamassinha" (parabéns mamãezinha...rs). Posso dizer que quando eu a conheci, eu era uma pessoa muito deprimida, muito triste, e que já tinha desacreditado de que um dia eu teria uma família, alguém pra que eu fizese feliz e me fizesse feliz. Mas conhecê-la foi especial demais por isso...

Foi ela que me fez voltar a acreditar que o amor existe.

Parabéns, meu amor. Parabéns pra nós. Amo você!

Desenhos antigos

Estava fuçando nas minhas coisas e encontrei desenhos da época que estudei na Escola Panamericana de Artes, ou seja, por volta de 1995 a 1997. É legal relembrar e ver que consegui evoluir no meu traço! Mas até que não tá ruim não essas antigas ilustrações. Lembro-me que na época eu fiz tudo em lápis, escaneei e pintei no Photoshop (quando ainda estava na versão 3.0 - pra quem não sabe, já estamos na versão CS4, que seria a versão 11...rs)

Me deu até vontade de voltar a ilustrar e pintar mais.




Índios - Legião Urbana



Legião Urbana é demais. Pois é, eu adoro.
Sou predominantemente "Heavy Metal", mas não sou radical a ponto de não gostar de outros gêneros, ainda mais quando é música bem feita, bem escrita. Eu, literalmente, cresci escutando Legião, e lembro-me quando eu era criança e adorava cantar "Faroeste Caboclo" inteirinha, com direito aos palavrões, é claro...rs

Lembro-me das fitas K-7 já com o sonzinho prejudicado e abafado, pois com o tempo as fitas tendem a perder muito a qualidade, ainda mais quando são muito usadas. Inclusive, sempre adorei a música "Índios", tanto melodia quanto sua letra e ela é responsável por muitas "rebobinadas" seguidas e desgastes na fita.

Pensava há tempos atrás, quem me dera ao menos uma vez conseguir mais uma vez sentir como era bom ser criança, e não ver a letra dessa música de uma forma tão realista como ela é. Quem me dera! Mas hoje sinto que é necessário ser realista, mesmo porque só com essa visão é que conseguimos mudar alguma coisa, e fazer com que esse mundo doente seja um lugar melhor pra se viver.

Quem me dera
Ao menos uma vez
Ter de volta todo o ouro
Que entreguei a quem
Conseguiu me convencer
Que era prova de amizade
Se alguém levasse embora
Até o que eu não tinha

Quem me dera
Ao menos uma vez
Esquecer que acreditei
Que era por brincadeira
Que se cortava sempre
Um pano-de-chão
De linho nobre e pura seda

Quem me dera
Ao menos uma vez
Explicar o que ninguém
Consegue entender
Que o que aconteceu
Ainda está por vir
E o futuro não é mais
Como era antigamente.

Quem me dera
Ao menos uma vez
Provar que quem tem mais
Do que precisa ter
Quase sempre se convence
Que não tem o bastante
Fala demais
Por não ter nada a dizer.

Quem me dera
Ao menos uma vez
Que o mais simples fosse visto
Como o mais importante
Mas nos deram espelhos
E vimos um mundo doente.

Quem me dera
Ao menos uma vez
Entender como um só Deus
Ao mesmo tempo é três
Esse mesmo Deus
Foi morto por vocês
Sua maldade, então
Deixaram Deus tão triste.

Eu quis o perigo
E até sangrei sozinho
Entenda!
Assim pude trazer
Você de volta pra mim
Quando descobri
Que é sempre só você
Que me entende
Do iní cio ao fim.

E é só você que tem
A cura do meu vício
De insistir nessa saudade
Que eu sinto
De tudo que eu ainda não vi.

Quem me dera
Ao menos uma vez
Acreditar por um instante
Em tudo que existe
E acreditar
Que o mundo é perfeito
Que todas as pessoas
São felizes...

Quem me dera
Ao menos uma vez
Fazer com que o mundo
Saiba que seu nome
Está em tudo e mesmo assim
Ninguém lhe diz
Ao menos, obrigado.

Quem me dera
Ao menos uma vez
Como a mais bela tribo
Dos mais belos índios
Não ser atacado
Por ser inocente.

Eu quis o perigo
E até sangrei sozinho
Entenda!

Assim pude trazer
Você de volta pra mim
Quando descobri
Que é sempre só você
Que me entende
Do início ao fim.

E é só você que tem
A cura pro meu vício
De insistir nessa saudade
Que eu sinto
De tudo que eu ainda não vi.

Nos deram espelhos
E vimos um mundo doente
Tentei chorar e não consegui.

Action Comics #1 - 1938



Muito legal o que a gente encontra na internet, sem querer querendo. Pesquisando sobre algumas hq´s encontrei o link com imagens da primeira revista do SuperMan, e completa! O curioso é que inicialmente ele não voava, só "saltava" pelos edifícios. E ele tinha menos critérios de justiça, por exemplo, hoje em dia ele nunca jogaria um humano na parede com toda força, mesmo porque se fosse algo "real" ele mataria essa pessoa.

A explicação "científica" dos poderes também são engraçadas. Simplesmente dizem que ele vem de um planeta distante onde os seres são milhões de anos mais evoluídos e ganharam super-força com essa evolução. Aí vem um questionamento "No mundo atual isso já existe! Vejam as formigas, que aguentam centenas de vezes o seu próprio peso!" rs

A "época de ouro" dos quadrinhos é muito legal, um tipo de história mais inocente, igualmente aos desenhos animados antigos. Com o tempo as pessoas ficaram mais exigentes, e as tramas ficaram mais detalhistas, o que não deixa de ser uma evolução. Porém é gostoso relembrar aqueles tempos.

Quem quiser ver, o link é este aqui

Stranger In A Strange Land (1986) - Iron Maiden



Essa música tocava quando eu tinha 10 anos de idade. Lembro-me como se fosse hoje, eu dentro das lojas de música, junto com meus pais, e fuçando na sessão de Rock/Metal e admirando aquelas capas do Iron Maiden, principalmente a do "Somewhere in Time" (que tem na sua lista a música título deste post), que é cheia de detalhes da trajetória da banda. As capas eram grandes porque eram discos de vinil, com encartes "gigantes" também.

Lembro-me de ficar olhando por minutos, ou horas. Achei um "Batman" em cima de um prédio, a pirâmide do "Power Slave" ao fundo, o clube "Ruskin Arms" onde o Iron tocava no início de carreira, via o relógio que marcava 11:58 ("2 minutes to midnight"), o "Aces High" Bar, entre muitos outros detalhes. Enfim, são vários detalhes nessa capa. Sempre fui fã da arte do Iron Maiden, e de coisas assim, cheias de detalhes para serem descobertos. Até os dias de hoje sou assim, detalhista, observador e apreciador do "além-óbvio". Apesar de que em alguns momentos eu adoro coisas mais óbvias.

Was many years ago that I left home and came this way,

I was a young man full of hopes and dreams,

But now it seems to me that all is lost and nothing gained,

Sometimes things ain't what they seem,

No brave new world, no brave new world,

No brave new world, no brave new world.



Night and day I scan horizon, sea and sky,

My spirit wanders endlessly,

Until the day will dawn and friends from home discover why,

Hear me calling, rescue me,

Set me free, set me free,

Lost in this place and leave no trace.



Chorus:

Stranger in a strange land,

Land of ice and snow,

Trapped here in this prison, yeah!

Lost and far from home.



One hundred years have gone and men again they came that way,

To find the answer to the mystery,

They found his body lying where it fell on that day,

Preserved in time for all to see,

No brave new world, no brave new world,

Lost in this place, and leave no trace.

Amigos e amigos



Sempre me descrevo como uma pessoa de "poucos amigos". Pois me tornei, com o tempo, uma pessoa um tanto quanto anti-social. Cresci escutando frases como "Amigo é dinheiro no bolso", que sempre refletiram em raciocínios em que amigos não existem.

Quando criança, mesmo tendo essa frase na mente, a gente não liga pra isso. O negócio é empinar pipa, bater figurinha com a garotada, rir e se divertir. Bons tempos.

Nas aulas de educação física, eu não jogava futebol, ficava sentado com mais dois colegas e classe, papeando, zoando. Porém a experiência de jogar uma partida, e depois analisar e rir dos lances, é algo que nunca soube.

Na adolescência, comecei a namorar muito cedo, e agia feito adulto, já comprometido. E no lugar de amigos, me dediquei ao relacionamento sério de namoro, não saía com amigos, não passava tempo algum com eles. Mas ainda tinha aquela frase, aqueles conceitos, hibernando na minha mente.

Entrei na faculdade, e por incrível que pareça, eu frequentava as aulas e não ia pros barzinhos bater aquele papo gostoso com os amigos. Não participava de nada, nada, nada.

Até hoje sou um pouco assim, mas chego a uma conclusão, que a experiência de vida me mostrou. Aquela frase muito dita pelo meu avô, vai morrer comigo, é o tipo de conceito que não passarei para o meu filho. Sabem por quê?

Porque eu não tenho "dinheiro no bolso", e nunca tive, e por mais "isolado" que eu fosse, sempre apareceram pessoas amigas de verdade na minha vida, independente de eu estar azedo, amargo, doce ou salgado. Independente de tudo, me demonstraram carinho, sem interesse algum. Simplesmente permanecem ao meu lado.

As vezes me acho um "péssimo amigo", vezes por ser ausente ou distraído. E me surpreendo com a fidelidade e o carinho incondicional que todos me demonstram... Eu só tenho mesmo a agradecer.

São amigos de infância, que reencontrei. Amigos que conheci por um acaso na internet, e se tornaram pessoas especiais. Amigo no meu trabalho, que é mais que um irmão. Uma amiga mais do que especial, companheira, que é a minha mulher. E um grande amigo, que chegou no mundo há quase um ano e meio - meu bebê.

Isso foi simplesmente um alívio pra uma criança que não queria acreditar naquela frase. E sempre torceu pra que um dia ela mudasse para "Amigo vale mais que TODO dinheiro do mundo."

Paranoid - Black Sabbath (1970)



Se tem um som que me fez encantar pelo Rock n´Roll, Heavy Metal e todos os outros rótulos dados a esse gênero musical, a música que acendeu a chama foi "Paranoid", pra mim, é claro.

Lembro quando escutei a primeira vez, o quanto aqueles riffs de guitarra me agradaram, e o quanto a voz desafinada do Ozzy completava o som que a banda fazia. Tony Iommi mesmo é um guitarrista "blueseiro", não é nenhum "virtuoso" que faz arpegios e solos "fritantes", acima da técnica ele acerta no alvo com o seu próprio estilo e seu feeling, que é o principal.

Quando vi o clipe psicodélico de Paranoid, o Ozzy cantando e chacoalhando a cabeça como um headbanger tímido, eu decidi que o rock seria a trilha sonora da minha vida. Após isso que me interessei por tocar guitarra, foi uma das primeiras músicas em que me interessei a tocar (a primeirissima foi Fade To black do Metallica, como já disse num post anterior). Os meus antigos vizinhos mesmo, devem adorar Paranoid também! (ou não, como diria Caetano Veloso)




Uma outra curiosidade é aquela capa. Um cara de capacete, com roupa de super-herói da R$1,99, escudo e um sabre na mão esquerda (seria o Tony "Canhoto" Iommi?) saindo de trás de uma árvore. Quanta critaividade! rs

"Desintupindo o umbigo da Médio Ruiva"



HAHAHAHAHAHAAHAHAHAHAH!!!!

Muito bom lembrar dos episódios do Chaves. Sou fã até hoje.
Qualquer momento em que eu veja passando na TV, eu paro pra assistir, e mesmo sabendo o que vai acontecer (por saber tudo "de cor e salteado") eu rolo de rir, sempre! rs*

Wonderful Tonight - Eric Clapton



Me lembro que cresci escutando essa música, e também assistindo a esse vídeo. Meu pai gosta muito de Eric Clapton, e é claro que um "arranhador de guitarras" como eu também curte, pois o cara é simplesmente um dos melhores guitarristas que já escutei.

Sempre que escuto essa música, ou vejo este vídeo, me lembro dos anos 80. Do meu pai rebobinando a fita VHS, e escutando novamente. Eu mesmo puxei essa mania dele, escuto uma música que gosto repetidas vezes, sem parar, e sem enjoar.

MSX Expert - Gradiente



Dia destes eu estava me lembrando de como entrei para o mundo dos Nerds. Eu tinha meus 9 anos de idade, e já nessa época eu já desmontava coisas em casa. Por exemplo, eu limpava o cabeçote do videocassete, desparafusava ele todo, organizava pecinha por pecinha, pra depois poder montá-lo sem sobrar peças. (rs)

Até que um dia, em 1985, eu vi um anúncio de um micro-computador lançado pela Gradiente, que se chamava MSX Expert. Eu adorei aquilo, pois pra mim era algo além de um videogame, era um "computador", onde eu podia fazer muitas coisas (coisas que eu mesmo ainda não sabia quais eram). Mas enfim, meu pai viu minha empolgação e acabou me fazendo uma surpresa de Natal. Lembro até hoje quando vi aquele pacotão, embrulhado num papel vermelho. Com ele vinha um manual de programação em "Basic", e na sua capa tinha uma dedicatória emocionante dos meus pais pra mim, pouco tempo atrás reli e me emocionei...hehe

Era um PCzinho que vinha acompanhado de monitor monocromático (tudo que passava na tela era VERDE), dois slots pra encaixar cartuchos de jogos ou de aplicativos, e um gravador de fita K-7. Sim, esse gravador era usado (pasmem!!!) para gravar e ler dados como se fosse num pendrive, só que umas 100 vezes mais lento. Lembro até hoje quando ia jogar, ou gravar alguma programação que eu montava em basic (sim, com 9 anos eu já programava), apertava o REC, e a fita rodava lentamente fazendo um barulhinho parecido com aquele barulho dos modens na época de conexão discada, cheio de chiados e apitos estranhos. Eu levava uns 5 minutos escutando aquele barulho estranho, só pra jogar PACMAN numa versão mais moderninha.

Eu escrevia linhas e linhas de programação para o computador mostrar um desenho na tela, ou tocar algumas notas de música. Tudo seguindo as especificações do manual de programação. O que pra mim era divertido, conseguir criar algo com linhas escritas no "Idioma" que o computador entendia. Meus amigos de infância, que me viam fazer isso, e achavam algo extremamente sem graça, não viam motivos pra se interessar numa coisa dessas. Cansei de escutar isso: "Computador? Mas pra que serve isso?"

Os anos se passaram, a informática evoluiu, e o pobrezinho do MSX foi ficando para trás. Pois ele nem HD tinha, sua memória era de 80Kb (hoje 1Gb = 1.000.000 de Kb já é considerado pouca memória), e os discos de 5 1/4", que eram aqueles discos grandes, e bem flexíveis, e que cabiam apenas 320Kb. Mas esse "tiquinho" de recursos significaram coisas grandiosas na minha infância, tanto em conhecimento quanto no quanto meus pais investiram em mim.

São ótimas recordações, e ainda hoje, percebo que aquilo que plantei em 1985, ainda é útil atualmente, o raciocínio lógico e a facilidade em lidar com tecnologias novas, sem dúvidas veio dessa época. Só tenho a agradecer aos meus pais por me darem um computador no lugar de um Pogobol, ou de um Lango-Lango.

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Ok, eu ganhei um Pogobol depois também. Mas minha paixão era o MSX. rs

Helpdesk!!! Help!!! Heeeeelp!!!!



Esse vídeo é simplesmente hilário, e muitíssimo realista.
Acreditem, isso acontece MUITO comigo. Eu explico, explico e explico algumas coisas e acho mesmo que estou me explicando, porém quando termino de explicar, vejo que não me faço entender por algumas vezes. Tenho medo do meu jeito "nerd" de explicar as coisas. rs*

Mas tem algumas coisas que observo que é pura falta de esforço pra entender. Por exemplo,, um causo que ocorreu tempos atrás na Animaker foi assim:

Chegamos no cliente e mostramos o layout do site. O Diretor de Marketing da empresa achou que o layout não estava intuitivo. Porém, fiquei muito curioso pra saber o motivo dele chegar a essa conclusão e perguntei a ele sobre isso. Ele respondeu que não saberia onde clicar.

Então ele todo exaltado me pergunta:

- Se eu quero saber algo sobre a empresa, onde eu clico?

Olhei bem pra tela, suspirei, e respondi da forma mais educada e tentando não ser irônico:

- Oh meu querido, que tal se você clicar naquele botãozinho escrito "Sobre a Empresa" ?

Ele olhou para a tela, clicou, e por alguns segundos fez cara de quem ia se desculpar, mas a sua arrogância falou mais alto e ele disse:

- Mas como eu ia saber que tem que clicar nesse botão?

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É às vezes não é nada fácil mexer com webdesign...rs

 


Highlander´s Brain