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Oficina de Aquarela com CárcamO



Ontem e hoje (dias 12 e 13/06/2010) participei da oficina de aquarela com Gonzalo Cárcamo (http://gcarcamo.blogspot.com/). Eu já o admirava como artista e ilustrador, mas nestes 2 dias pude ver que ele também é uma pessoa sensacional.

Incrível como ele sabe dar aquele "empurrãozinho" que abre a nossa mente, dicas fantásticas sobre técnicas e sobre os materiais utilizados na aquarela. Mas o que mais chamou a atenção mesmo é o quanto ele deixa claro sobre não ter medo de errar, o que é essencial para aplicar a técnica. E sabem que isso também me serviu de lição?

Pois é, não estou falando sobre colocar água demais, pigmento de menos, usar pincel certo, papel errado, etc... É claro que na oficina aprendemos tudo isso, mas o que foi maravilhoso é ver que nessa técnica, aprendemos que acidentes podem acontecer, e que ao invés de temê-los, podemos transformá-los em algo belo e único! Tudo é questão de experiência, em passar pelas possibilidades de errar, e transformar estes erros em ferramentas para construir algo de bom. 

"Bora" pintar? =)



Changes

Nesse final de semana tive uma experiência daquelas que mudam a vida da gente.

Descobri que eu era mais problemático do que eu mesmo pensava. E isso é ótimo, desde que o problema seja identificado e solucionado de uma vez.

Aparentemente, até pra mim mesmo, meus problemas eram coisas comuns e bobas, e minha vida com minha família, esposa, filho, pais e amigos era algo ótimo, e "normal" como deveria ser. Mas tive oportunidade de parar pra pensar em quantas vezes eu demonstrei carinho, pra minha esposa e pais nos últimos meses? Quantas vezes abracei meu pai, minha mãe e disse o quanto eu os amo? Pois é, quando parei pra pensar nisso, me assustei. Fazia bastante tempo.

Era sutil, e por isso fiquei "cego". Eu dizia para as pessoas que amo, que eu as amava! Mas faltava olhar no olho, abraçar, se empenhar em dizer o que se sente, e nisso eu falhei bastante sim. Ao mesmo tempo isso te torna uma pessoa dura, fria e que aos poucos vai ficando cada vez mais difícil de dar carinho, e demonstrar seus sentimentos. Descobre-se que lá num passado distante, coisas foram se perdendo pelo caminho e a pressa de ser um adulto, maduro, responsável e cumpridor de suas obrigações, afastam aquela pessoa amável, brincalhona, pura, e todas as caracteríscas lindas que nos acompanham quando somnos criança.

Está tudo errado. Nosso tempo está a caminho do término, nossa vida passa, e quanto menos tempo de vida temos pra dar importância ao que realmente interessa, quanto menos tempo temos para nos empenhar, e fazer tudo com excelência, com força e amor, mais ainda partimos para o caminho oposto. Quando somos criança, fazemos tudo com vontade, alegria, demonstramos o que realmente sentimos, mostramos o nosso amor, não temos medo de arriscar, brincamos de verdade, rimos de verdade, choramos de verdade, tudo é muito intenso. Viver é ser intenso!!!

Eu quis compartilhar isso, pois creio que muita gente que lê esse post, também pode estar pensando onde foi que o amor, a alegria da vida, os "eu te amo´s" que falamos pra quem amamos, os abraços fortes, o carinho, a motivação... onde foi que tudo isso se perdeu no caminho. E é isso, depende apenas de você. É um exercício, é prática. Então volte a se exercitar!!! Volte a abraçar muito, dizer que ama a pessoa que está do teu lado, que ama seus pais e seus amigos. Garanto que você sentirá o que muita gente deseja e pensa não conseguir:

"Voltar a ser criança, mas com a experiência que se tem HOJE."
 
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PS: Paulinha, Rafinha, Meu Pai, Minha Mãe, Meu Irmão, Amigos, e é claro, vocês que estão lendo isso agora: EU AMO vocês!!!

O muro invisível



Há 20 anos atrás foi derrubado o Muro de Berlim. Pra quem nem tinha nascido, e não sabe, este muro dividia a Alemanha Ocidental e Oriental, símbolo da separação entre a liberdade e a repressão. O muro impedia que os alemães do oriente pudessem ter acesso ao outro lado, onde havia liberdade. Liberdade? Ok. É verdade. Mas agora, após tanto tempo, paro pra pensar na existência da liberdade.

Hoje o Muro de Berlim é apenas um símbolo visível e palpável do que ainda é necessário fazer com os muros invisíveis. Mas estes que eu digo não se localizam na Alemanha, e sim em todo o planeta. Ele rodeia milhares de pessoas hoje em dia. Vejo agora que derrubar o muro invisível é milhões de vezes mais difícil do que derrubar o de Berlim. Estes muros separam raças, credos, classes sociais e até pessoas das mesmas "tribos" que muitas vezes se colocam entre muros.

É bom saber que há 20 anos um dos muros já foi derrubado...

...mas e os nossos muros? Quando cairão por terra?

King Nothing



"Mas quando alguém te disser tá errado ou errada
Que não vai S na cebola e não vai S em feliz
Que o X pode ter som de Z e o CH pode ter som de X
Acredito que errado é aquele que fala correto e não vive o que diz"

(trecho de Zaluzejo, de Fernando Anitelli)

O que quero dizer é que admiro pessoas que tem o dom de enxergar coisas certas, mesmo em palavras erradas, sabe enxergar o que o outro quer dizer passando por cima de sua soberba em achar que é o Rei (ou Rainha) da Gramática da Língua Portuguesa. Arrogância me enoja, e se for pra ler um texto arrogante e correto, prefiro um simples, nem tão correto, mas que toque o meu coração.

...

Dica: Pra quem gosta de nossa língua, sigam o twitter da Dad: http://twitter.com/Dadsquarisi.

A vida com sustenidos



Não é necessário ser um expert em teoria musical pra saber o que são sustenidos e bemóis. É só olhamos para um teclado de um piano, e vemos aquelas teclas pretas que ficam entre as brancas. Estas teclas são intervalos de tons, por exemplo: Entre Dó e Ré temos uma tecla preta, e ela pode ser Dó#(Dó sustenido) ou Réb(Ré bemol), são dois semintons com a mesmíssima afinação e timbre.

Em partituras, podemos ver também as claves, por exemplo, de Fá (sons graves) e de Sol (sons agudos), onde entre tons e semitons vemos os sinais de sustenido e bemol, algumas vezes.

Falei primeiramente sobre tons e semitons pra chegar no assunto que escreverei agora e me fazer entender. Na verdade quero falar da vida, do cotidiano, e fiquei refletindo sobre vida, música, e suas semelhanças.

Pensei nesta manhã naquela velha história sobre enxergar situações e vê-las como um copo "meio cheio", ou "meio vazio", e percebi que são como os semitons. Podemos olhar uma nota como um sustenido (meio tom acima) ou um bemol (meio tom abaixo), sendo que a nota é a mesma. Podemos pensar na vida como seria maravilhosa se tudo fosse em clave de Sol, tudo sempre "up", agudo, efusivo (efusivo??? parem tudo!). Alguém neste planeta consegue viver só de sons agudos? Conseguem imaginar o quanto os nossos ouvidos ficariam cansados em escutar sempre as mesmas notas agudas e estridentes?

Seria um inferno. E é por isso que precisamos da clave de Fá. Precisamos dos sons graves, daqueles tons em oitavas bem abaixo, bem "down". Que da mesma forma seria um inferno escutá-las isoladamente o tempo inteiro. Ou seja, a vida é uma música maravilhosa, com uma harmonia perfeita, com seus graves e agudos muito bem equilibrados. Alguns momentos temos mais ênfase em uma ou outra clave, mas isso não torna a música ruim, muito pelo contrário, se torna uma harmonia muito mais rica!

Isoladamente, um semiton em bemol é tão belo, ou não, aos ouvidos, como também os sustenidos. Seja meio tom abaixo, ou acima, aquele semitom está ali porque se encaixa perfeitamente no conjunto de toda a harmonia. Há tempo de sustenidos, há tempo de bemóis.

Há tempo de Fá´s há tempo de Sol. E há tempo de tudo ao mesmo tempo.

A vida é uma música maravilhosa quando enxergamos com os olhos de um bom ouvinte.

Dia do Amigo, todos os dias!



Um argentino teve a idéia de criar o dia do amigo no mesmo dia da chegada do homem à Lua, pelo conceito de que além de uma conquista científica, é uma oportunidade de fazermos amigos em qualquer lugar do Universo. Realmente, existe um universo de possíveis amigos, e nem precisamos sair do planeta pra isso.

Muitas pessoas passam pela nossa vida, e sempre existem aquelas pessoas que marcam, que de alguma forma se tornam pessoas de nossa confiança, que adoramos ter por perto, ou quando não temos por perto sentimos saudade e acompanhamos mesmo à distância.

Hoje temos mais possibilidades de fazer amizades com o surgimento de redes sociais, e também mais facilidade de contato com amigos distantes. No fim, uma nova gama de amigos surgiram: os virtuais. Muito se questiona sobre esse tipo de amizade. Alguns definem como algo muito superficial, até artificial. Outros podem garantir que conheceram verdadeiros amigos dessa forma.

Eu posso afirmar, por experiência própria, que existem amigos "virtuais" que são autênticos, são pessas que mesmo com à distância podemos sentir o apoio e o carinho, tanto quanto dos amigos próximos. Já tive "ombro" de pessoas distantes, que nunca vi pessoalmente, e isso me fez pensar que o virtual se torna real quando as atitudes são verdadeiras, ou sendo mais óbvio, reais. Ou seja, eu acredito em amizades virtuais, que se tornam reais.

Há também os amigos de infância, alguns vemos esporadicamente, uma vez na vida, mas quando um reconhece o outro, dá aquele abraço de alegria com a velha expressão: "Há quanto tempo!". Como também existem aqueles que nos acompanham quase sempre desde a infância e estão sempre por perto pro que der e vier.

Outros, são aqueles que conhecemos já depois de adultos, mas temos a impressão de que conhecemos há muito mais tempo, como amigos de infância. A afinidade e confiança se constroem de forma rápida, mas sempre bem estruturada, tijolo por tijolo, até se formar um grande castelo.

Há outros que foram pessoas importantíssimas, amigos próximos demais, e por algum motivo se afastam, e provavelmente não veremos nunca mais. Mas mesmo assim, além de deixar saudades dos velhos tempos, também provam que a verdadeira amizade é mais forte do que o tempo e o espaço.

Com certeza, há um universo, e infinitos tipos de amigos. Mas o que quero dizer aqui é que eu não sei sempre sei ser um bom amigo, mas que fico feliz por ter verdadeiros amigos que me dão o privilégio de suas amizades. Mesmo se eu não sei ser o "melhor" amigo. Obrigado a todos vocês irmãos/amigos! Forte abraço e parabéns pra nós!

Sigam e divulguem!

Bom dia, boa semana a todos!

Nesse início de semana quero compartilhar com vocês o Blog da minha amiga Danielle Davegna. É um blog que fala sobre o autismo, ele teve sua estréia no dia 20 de junho de 2009. E estou divulgando aqui para que vocês sigam e também divulguem.

Se trata de um blog sobre autismo, que tem como base ser um informativo para pais, e família, reconhecerem sintomas que podem ser detectados e diagnosticados precocemente. E também com informações que desmistificam pensamentos que muitas pessoas tem sobre o autismo.

Dan, você tem o meu apoio. Conte comigo! Beijo grande pro João, aquele menino lindo.

Visitem também e dêem o seu apoio!!! http://autisters.blogspot.com/

Gripe Suína já é moda... (!?)



O assunto é sério, pois a Organização Mundial de Saúde já classificou em nível 5 para a probabilidade de uma pandemia (o grau máximo é 6). Porém, já existem rumores que as pessoas estão um pouco cansadas daquelas máscaras todas iguais, e resolveram dar um toque mais "fashion" em suas máscaras.

Alguns mercados caem, outros aproveitam da crise. Como diria uma música do Pearl Jam, ironicamente, é claro... "It´s the Evolution, baby."

Você já Twittou hoje?



Conjuguemos (ou Twittemos):

Eu Twitto
Tu Twittas
Ele Twitta
Você Twitta
Nós Twittamos
Vós Twittais
Eles Twittam

Vocês já pararam pra pensar na febre do Twitter? Twitter vem da expressão "piar", um passarinho azul é o símbolo do sistema de microblog. Deve ser por causa das "piadas" (no sentido de piar, e no outro sentido também) que "pulam" quando lemos a página principal e garimpamos algumas coisas no site!

É a pura vontade de deixar o mundo todo informado sobre qualquer coisa, a qualquer momento, inclusive se vc comeu picanha e o seu colesterol subiu! A CNN tem um twitter só pra colocar notícias de maneira rápida, Obama fez uma verdadeira campanha eleitoral arrecadando votos de Twitteiros, e ainda ouvi dizer por aí que já existe uma profissão onde uma pessoa faz como se fosse a celebridade "Twittando", só pra ficar "dentro da moda" e estreitar contatos com fãs (mesmo com os fãs não sabendo que na verdade continuam bem distantes do seu ídolo...rs). Eu por exemplo acrescentei um Gadget do Twitter neste blog! Ele tem uma ferramenta que posta um "micropost" cada vez que publico algo aqui! Serve como uma extensão deste blog. Mas não consigo fazer nada no Twitter além disso, não consigo me sentir confortável escrevendo cada passo meu dentro de cada micropost de 140 caracteres, não sou exibicionista a esse ponto, nem por um milhão de reais...rs

Me preocupa mesmo é a questão dos relacionamentos virtuais. É engraçado observar que hoje você pode ter infinitas informações detalhadas de uma pessoa que você conheceu "ontem", e mesmo sabendo tudo que se passa a cada minuto com ela, proporcionalmente existe a distância imposta pela virtualização do relacionamento. Não estou aqui querendo criticar o Twitter, e sim analisar que tudo, por mais maravilhoso que possa parecer, se torna um inferno quando começa a tomar o tempo precioso que as pessoas simplesmente trocam por um preço tão baixo: Saber tudo sobre a vida de alguém que você mal conhece. Ou que conhece, mas faz questão de conhecer a distância.

Muito T(wi)riste isso não?

In-Sustentabilidade



Fala-se muito na sustentabilidade hoje em dia, é moda há algum tempo ser uma empresa, ou uma pessoa "politicamente correta" quando se trata deste assunto. Mas quando se pesquisa, ou ainda no cotidiano se fala nisso, os assuntos sempre são superficiais e relacionados em sua maioria ao meio ambiente.

É claro que nós precisamos fazer algo para que o planeta resista um tempinho a mais, porém, e o restante do conceito do aspecto social e cultural? Acredito que salvar a nós mesmos como sociedade é tão importante quanto salvar o meio ambiente. Bem da verdade, sem uma reforma interna nas pessoas, não existirá sustentabilidade real e muito menos existirá um cuidado apropriado com o meio ambiente. As pessoas ainda são egoístas ao extremo, ainda fazem diferenças, são extremamente preconceituosas, e mais - não se consideram parte da natureza, não se consideram animais, ainda que racionais (mesmo que alguns pareçam uma exceção a regra).

Quando será que o homem vai entender que ele é uma "espécie", e que todos estamos no mesmo barco?

Eu temo que o homem consiga resolver a situação do aquecimento global a tempo, mas que ainda assim na mesma proporção haja um congelamento dos corações e do entendimento. E aí sim, será irreversível, e teremos um planeta lindo, salvo e ...vazio.

Lei Moral e Instinto


“Certas pessoas, por exemplo, me escreveram perguntando: “Isso que você chama de Lei Moral não é simplesmente o nosso instinto gregário? Será que ele não desenvolveu como todos os nossos outros instintos? Não vou negar que possuímos esse instinto, mas não é a ele que me refiro quando falo em Lei Moral. Todos nós sabemos o que é ser movido pelo instinto - pelo amor materno, pelo instinto sexual ou o instinto da alimentação: sentimos o forte desejo ou impulso de agir de determinada maneira. E é claro que, às vezes sentimos o desejo de intenso de ajudar outra pessoa. Isso se deve, sem dúvida, ao instinto gregário. No entanto, sentir o desejo intenso de ajudar é bem diferente de sentir a obrigação imperiosa de ajudar, que o queiramos, quer não. Suponhamos que você ouça o grito de socorro de um homem em perigo. Provavelmente você sentirá dois desejos: o de prestar socorro (que se deve ao instinto gregário) e o de fugir do perigo (que se deve ao instinto de auto-preservação). Mas você encontrará dentro de si, além desses dois impulsos, um terceiro elemento, que lhe mandará seguir o impulso da ajuda e suprimir o impulso da fuga. Esse elemento, que põe na balança os dois instintos e decide qual deles deve ser seguido, não pode ser nenhum dos dois. Você poderia pensar também que a partitura musical, que lhe manda, num determinado momento, tocar tal nota no piano e não outra, é equivalente a uma das notas do teclado. A Lei Moral nos informa da melodia a ser tocada; nossos instintos são meras teclas”.

"Há outra maneira de perceber que a Lei Moral não é simplesmente um dos nossos instintos. Se existe um conflito entre os dois, e na mente dessa criatura, não há mais nada além desses instintos, é óbvio que o instinto mais forte deve prevalecer. Porém, nos momentos em que enxergamos a Lei Moral com maior clareza ela geralmente nos aconselha a escolher o impulso mais fraco. Provavelmente, seu desejo de ficar a salvo é maior do que o desejo de ajudar o homem que se afoga, mas a Lei Moral lhe manda ajudá-lo, apesar dos pesares. E, em geral, ela nos manda tomar o impulso correto e tentar torná-lo mais forte do que originalmente era - não é verdade? Ou seja, sentimos que temos o dever de estimular nosso instinto gregário, por exemplo, despertando a imaginação e estimulando a piedade, entre outras coisas, para termos força para agir corretamente na hora certa. E, evidente, porém, que, no momento em que decidimos tornar mais forte um instinto, nossa ação não é instintiva. Aquilo que lhe diz: “Seu instinto está adormecido está adormecido, desperte-o”, não pode ser o próprio instinto. O que lhe manda tocar tal nota no piano não pode ser a própria nota”.

“Há ainda uma terceira maneira de ver a Lei Moral. Se ela fosse um de nossos instintos, seríamos capazes de identificar dentro de nós um impulso que sempre pudéssemos chamar de “bom” segundo a regra da boa conduta. Mas isso não acontece. Não existe nenhum impulso que às vezes a Lei Moral não nos aconselhe a inibir, nem outro que ela não nos encoraje a praticar de vez em quando. É um erro achar que alguns de nossos impulsos, como o amor materno e o patriotismo, são bons, e outros, como o instinto sexual e a agressividade, são maus. Tudo o que queremos dizer é que existem mais situações em que o instinto de luta e o desejo sexual devem ser contidos do que situações em que devemos conter o amor materno e o patriotismo. No entanto, em certas ocasiões, é dever do homem casado encorajar seu impulso sexual, e do soldado fomentar sua agressividade. Existem também oportunidades em que a mãe deve refrear o amor pelo filho, ou o homem deve conter o amor por seu país, para que não cometam injustiças contra outras crianças ou outros países. A rigor, não existem impulsos bons ou impulso maus. Voltemos ao piano. Não há nele dois tipos de notas, as “certas” e as “erradas”. Cada uma das notas é certa para uma determinada ocasião e errada para outra. A Lei Moral não é um instinto particular ou um conjunto de instintos; é como um maestro que, regendo os instintos, define a melodia que chamamos de bondade ou de boa conduta”.

Trecho do livro "Cristianismo Puro e simples", e C.S. Lewis.
Autor de As Crônicas de Nárnia.

Amigos e amigos



Sempre me descrevo como uma pessoa de "poucos amigos". Pois me tornei, com o tempo, uma pessoa um tanto quanto anti-social. Cresci escutando frases como "Amigo é dinheiro no bolso", que sempre refletiram em raciocínios em que amigos não existem.

Quando criança, mesmo tendo essa frase na mente, a gente não liga pra isso. O negócio é empinar pipa, bater figurinha com a garotada, rir e se divertir. Bons tempos.

Nas aulas de educação física, eu não jogava futebol, ficava sentado com mais dois colegas e classe, papeando, zoando. Porém a experiência de jogar uma partida, e depois analisar e rir dos lances, é algo que nunca soube.

Na adolescência, comecei a namorar muito cedo, e agia feito adulto, já comprometido. E no lugar de amigos, me dediquei ao relacionamento sério de namoro, não saía com amigos, não passava tempo algum com eles. Mas ainda tinha aquela frase, aqueles conceitos, hibernando na minha mente.

Entrei na faculdade, e por incrível que pareça, eu frequentava as aulas e não ia pros barzinhos bater aquele papo gostoso com os amigos. Não participava de nada, nada, nada.

Até hoje sou um pouco assim, mas chego a uma conclusão, que a experiência de vida me mostrou. Aquela frase muito dita pelo meu avô, vai morrer comigo, é o tipo de conceito que não passarei para o meu filho. Sabem por quê?

Porque eu não tenho "dinheiro no bolso", e nunca tive, e por mais "isolado" que eu fosse, sempre apareceram pessoas amigas de verdade na minha vida, independente de eu estar azedo, amargo, doce ou salgado. Independente de tudo, me demonstraram carinho, sem interesse algum. Simplesmente permanecem ao meu lado.

As vezes me acho um "péssimo amigo", vezes por ser ausente ou distraído. E me surpreendo com a fidelidade e o carinho incondicional que todos me demonstram... Eu só tenho mesmo a agradecer.

São amigos de infância, que reencontrei. Amigos que conheci por um acaso na internet, e se tornaram pessoas especiais. Amigo no meu trabalho, que é mais que um irmão. Uma amiga mais do que especial, companheira, que é a minha mulher. E um grande amigo, que chegou no mundo há quase um ano e meio - meu bebê.

Isso foi simplesmente um alívio pra uma criança que não queria acreditar naquela frase. E sempre torceu pra que um dia ela mudasse para "Amigo vale mais que TODO dinheiro do mundo."

Lógica de programação: Razão x Emoção



Sou fã da série "The Big Bang Theory", me identifico com os personagens (risos).

Se trata de uma história sobre um grupo de nerds, e o seu contidiano com relação a pessoas "normais". Uma vez vi uma cena que me senti na mesma situação, onde Sheldon explica uma coisa em termos técnicos demais e a moça olha pra ele e diz: "Querido, eu sei que você acredita que está explicando algo, mas não está!!!"

Me deu na cabeça de escrever um post em termos de lógica de programação. O assunto de hoje é "Razão x Emoção em ActionScript 3" (liguagem do Adobe Flash).

Para que o código seja compreendido, o código será comentado /*assim*/.
Here we go!!!



/* Razão x Emoção version 1.0 */

/* Apontando o indivíduo */

package luís.* {

/* importando elementos para execução*/
import.cérebro.*
import.coração.*


/* Gerando a função para atitude do indivíduo */
function atitude(event);void{

/* Definindo condições de acordo com as variáveis */
if(event == "estupidezAlheia" && atitude("coracao")){
coração.response = "revide";
consequencia.revide = "desgaste++";
}
else if(event == "estupidezAlheia" && atitude("cerebro")){
cerebro.response = "desprezo";
consequencia.desprezo = "sossego++";
}
}


/* Variáveis declaradas de acordo com a atitude */
var equilibrio = revide * desprezo / 2
var descontrole = revide * 10
var frieza = desprezo * 10


/* Resultado da atitude */
luís.tranquilidade = equilibrio;

/* Atitude executada! Deletar o que não serve mais, e viver o dia de hoje! */
delete past.estupidezAlheia;
gotoAndPlay(today);
}

Dentro do Universo de "V de vingança"



Sei que nessa semana estou falando muito sobre obras de Alan Moore, mas é que a estréia de Watchmen realmente me empolgou a falar nesses assuntos (rs). Prometo ficar menos repetivivo uns 6 meses depois que assistir o filme!!! (brincadeira)

Lembrei de uma cena específica no Fime/HQ de "V for Vendetta". Acho maravilhoso como foi ilustrado o amor de V por Evey. Ele era um revolucionário, vezes muito frio, uma misteriosa "máscara" que pensa e fala com as palavras mais quentes ou as mais geladas do mundo, porém nunca mornas. Sempre ácido, vezes doce, vezes azedo, mas nunca "sem sal".

O que achei mais lindo na trama toda, foi a cumplicidade entre ele e Evey. Mas sinto que em algum momento V se perdeu em seus sentimentos, e o seu amor por ela foi tamanho que o fez praticar loucuras, com a justificativa de fazer o bem a ela. Ele simplesmente simulou uma prisão, a fez passar fome, rapou a cabeça dela, a torturou, e a fez pensar que um dia muito próximo ela seria executada como um criminosa.

A reação de Evey quando foi "liberta" por V, primeiramente foi ódio, um terrível ódio por ele fazê-la passar por aquilo tudo, fazê-la chorar, tratá-la de forma tão repugnante. Ela chega a perder o controle, porém ele olha através da máscara nos olhos dela e diz porque ele fez tudo isso. Ele fez pra livrá-la da prisão de verdade, fez pra que fosse liberada dentro dela uma força que ela mesma não acredita possuir. E a justificativa final que foi: "Because, I love you."


Isso sempre me faz pensar sobre, como atitudes loucas são muitas vezes justificadas em nome do amor. Primeiramente me vem a mente que é uma atitude deveras errada, pois erro é erro sempre, não importa se foi por amor. Mas indo mais a fundo, e deixando o tempo fazer a sua parte, vemos que a longo prazo, Evey é grata por ter descoberto o quão forte ela era, tão corajosa, tão resolvida e independente.

Pois sim, V já sabia que o seu fim era naquela estação de trem, e que quem apertaria o botão para que ele morresse lá seria ela! E que ele ia explodir o parlamento entre dinamites e fogos de artifício. Mas ele foi "embora" despreocupado, pois sabia que ela iria ter um lindo caminho dali para frente, ela seria livre. Ele foi feliz, por saber que ela seria feliz.

Se ele não tivesse morrido "na hora certa", com certeza seus objetivos seriam abafados com o tempo, e toda a "mágica" que ele realizou cairia por terra. E de um ídolo, ele se tornaria um vilão psicopata.

Já estou eu querendo misturar as estórias de V e de Efeito Borboleta. Chega! rs

O Rei da barba de Serragem - Clássicos "Ualdísney"


Como a maioria das pessoas já deve ter visto nos meios de comunicação e mídia em geral. O Deputado "rei", renunciou seu cargo por falta de respaldo do seu partido!!! Que coisa não?!

Não entendo porque condenar um senhor tão distinto como ele, afinal um Rei merece ter o seu castelo medieval, com direito a calabouços e dragões! A fábula do "Rei da barba de serragem" será, com certeza, uma história a ser contada por muitos anos!

Imaginem que linda historinha:

Um trabalhador da terra de CheeseLand (MG), começa sua busca árdua pela conquista de seu objetivo: Um castelo medieval, com piscina hidromassagem, zilhões de metros quadrados, avaliada por volta de 25 milhões de Cheeselings (moeda local).

Com isso, ele se candidata a um cargo da nobreza e consegue chegar aos aposentos reais de maneira democrática. Até que ele conhece a fada INSSininho que joga pó de "piripulam-rilipirula-langdú" sobre sua cabeça, e ele descobre que consegue transferir Cheeselings para sua bolsinha de couro surrada que anteriormente guardava pãezinhos de queijo.

De Cheeseling em Cheeseling, não é que levantou tijolinho por tijolinho até criar um reino? Um castelo gigantesco, onde ele poderia reinar! Mas com o tempo, ele reparou que ao fazer sua barba, a pia ficava cheia de serragem! Serão cupins em meu castelo? - pensava ele.

Um dia a pia entupiu e ele chamou o desentupidor real do reino de CheeseLand para arrumar o encanamento. Mas o Rei não contava que o encanador conhecia as falcatruas de INSSininho, e deu com a língua nos dentes! No final, aqueles Cheeselings não pertenciam ao Rei, e sim ao tesouro oficial do povo de CheeseLand!

Após ser detido e confiscado seu castelo, ele grita de dentro das celas:
- A culpa é daquela *** da fada INSSininho!

Mas para a infelicidade do rei da barba de serragem, ninguém acredita nele, pois fadas não existem!

FIM!

Óbvio! Que não?



"Vamos começar com uma parábola.

Imaginem que um telefone via satélite fosse levado pelo mar até a praia de uma ilha remota habitada por uma tribo que nunca teve contato com a civilização moderna. Os nativos brincam com as teclas e ouvem vozes diferentes quando pressionam os números em certas seqüências. A princípio, eles supõem que é o aparelho que faz aqueles ruídos, e alguns nativos mais inteligentes, os cientistas da tribo, montam uma réplica exata e pressionam os números novamente. Tornam a ouvir as vozes. Então, a conclusão lhes parece óbvia: aquela particular combinação de cristais, metais e substâncias químicas produz o que parece voz humana, e isso significa que as vozes são simplesmente propriedades do aparelho.

O sábio da tribo, porém, convoca os cientistas para uma discussão. Pensara muito sobre o assunto e chegara à seguinte conclusão: as vozes que passam através do aparelho só podem estar vindo de pessoas como eles, pessoas vivas e conscientes, embora falando em outra língua. Em vez de concluir que as vozes são simplesmente propriedades do aparelho, eles deviam investigar a possibilidade de estarem entrando em contato com outros humanos através de uma misteriosa rede de comunicação. Talvez um estudo mais profundo pudesse dar-lhes uma compreensão mais ampla do mundo além da ilha. Mas os cientistas riem do sábio e dizem: "Escute, quando danificamos o instrumento, as vozes param de chegar até nós, então, elas não são nada mais que sons produzidos por uma combinação especial de lítio, placas de circuito e diodos emissores de luz".

Com essa parábola, vemos como é fácil deixar que teorias pré-concebidas modelem o modo como vemos as evidências, em vez de deixar que as evidências modelem nossas teorias. "

Trecho retirado do livro "Um ateu garante: Deus existe" de Antony Flew

...

Nada como parábolas pra nos tirar do ponto que estamos, elevar-nos a um ponto simbólico, para que quando retornarmos ao ponto do qual partimos estejamos mais a frente no nosso entendimento.

Salvar quem, do quê?


Sei que posso estar chovendo no molhado quando escrevo sobre esse assunto, mas na minha mente vem a questão dos "porquês" dos questionamentos da fé que cada ser humano deposita em seu Deus (ou em algo que considere seu Deus). Eu, por exemplo, tenho fé de que Deus existe, de que ele se fez "humano" pra nos salvar... mas, alguém me pergunta: Salvar do quê?

Pois bem, eu creio que ele nos criou. Não posso afirmar aqui se o primeiro homem foi Adão, ou se viemos do macaco, pois não sabemos inclusive se essa evolução aconteceu por vontade de Deus até chegarmos a ser o que somos hoje. E, partindo deste princípio, inclusive de que fomos criados pra sermos filhos dele, ele nos ama e preparou um paraíso (Seja físico, ou sobrenatural) para que pudéssemos viver com ele, e usufruir de um mundo bem melhor do que conhecemos hoje... mas alguém me pergunta novamente: Ok, mas ainda não disse do que ele nos salva!

Sendo direto então. Ele nos salva do INFERNO.

Continuando, eu diria que carregamos em nossas almas, espíritos e corpos, um tipo de "dna" de Deus, pois somos sua imagem e semelhança, e a nossa natureza é feita da mesma "matéria-prima" que o mundo que ele criou para nós, um mundo onde ele existe, e por consequência, o seu amor é parte desse lugar que chamo de paraíso (pra ser lúdico apenas). Digo isso pra chegar na definição "lúdica" de que o inferno nada mais é do que um lugar simplesmente sem esse amor. Que por consequência nos tira do habitat para o qual fomos criados para viver.

Infelizmente vejo verdadeiras mega-instituições religiosas que pregam o paraíso e o inferno de forma caricata e deformada, talvez mesmo porque o "Marketing" é interessante quando é assim tão sensacionalista quanto ao lugar "pra onde vamos". Mas isso causa uma certa repulsa em alguns, afastando-os de Deus, inclusive por culpá-lo pela ignorância humana, ou ainda causando um certo fanatismo, onde pessoas literalmente mimetizam seus líderes religiosos de todas as formas possíveis, tornando-os mais seguidores do Pastor, Padre, Rabino, ou Pai de santo, mais do que o próprio Deus que pregam.

E creio sim, que isso tudo não deixa de ser uma amostra-nem-tão-grátis do que é o inferno. Percebo que existe uma força enorme que tenta afastar a humanidade de Deus, e usa um meio infalível: a "Super-religião". Esse meio não é a ciência, pois esta apenas confima do que somos feitos, e como funcionam os mecanismos desde um simples átomo, até o universo inteiro, que ao meu ver não nega que podem ter sido criados por Deus.

Porém a Super-religião é aquela que divulga que é a única verdade absoluta. Que só seus rituais, dogmas e doutrinas é que fazem realmente o ser humano aproximar-se de Deus. Algumas vezes tenho a impressão que eles querem convencer até o próprio Deus de que eles são os absolutos. Eles pregam como pessoas humildes, mas no fundo se acham verdadeiras celebridades-de-condomínio, e se contentam com isso, ainda mais quando é rentável. Concluo assim que o deus da Super-religião é o Ego, que infelizmente tem tomado o coração de muitos, e fazendo com que o amor se esfrie cada vez mais entre as pessoas super-religiosas.

O Deus que eu acredito foi condenado por fanáticos religiosos como um herege, blasfemador, foi ameaçado de apedrejamento e o crucificaram inclusive porque ele estava falando "verdades" demais, e de uma maneira deliciosa, de maneira metafórica e lúdica ele nos ensina tanta coisa, para que aprendamos melhor, e principalmente com amor. Meu Deus não está preocupado com minha aparência externa, ou pelas coisas que aprecio nesse mundo, e sim, de que forma eu saberei lidar com elas. Ele me ama, é simples.

Falar com Ele é simples. Não tem padre, pastor, ou qualquer líder religioso que possa "Intervir" na tua comunicação com Deus. Isso é exclusividade sua, minha, de todos nós. É só entrar no quarto, banheiro, ou até no seu escritório onde trabalha e fechar os olhos e conversar!!! Converse mentalmente, não precisa falar alto, nem gritar, Ele escuta de qualquer jeito. E, com certteza, não precisa usar palavras rebuscadas e formais iguais as das antigas traduções bíblicas, pois Ele entende você na SUA linguagem.

Do que Deus pode te salvar? Ele salva daquele inferno sem chamas, daquele inimigo há muito tempo já conhecido. Não, não é o "diabo", este só joga a isca. O maior inimigo é você mesmo, tudo depende de suas escolhas e atitudes diante de situações extremas, se você se corrompe ou não.

Relação entre Lateralus e Fibonacci

Existem estórias de bandas que fazem trilhas ocultas, ou que tenham algum sincronismo com outras coisas, como por exemplo, a do famoso álbum "The Dark Side..." do Pink Floyd em relação ao clássico filme do Mágico de Oz, onde o álbum casa de maeira sincronizada e perfeita com o filme. Mas tudo isso não passam de conspirações, pois os mesmos dizem que não fizeram de propósito.

Mas sabe-se que existe uma relação proposital no melhor álbum do Tool, chamado Lateralus. O álbum inteiro e a faixa-título é composta numa referência a uma sequência chamada Fibonacci, onde o número seguinte é a soma dos dois anteriores, por exemplo: 0,1,1,2,3,5,8,13...etc.

Estes números também são representados graficamente como uma espiral de um Nautilus:


Enfim, que coisa confusa!!!
Sendo mais claro, abaixo segue um exemplo da letra da música "lateralus" contando suas sílabas exatamente como são cantadas:

Black (1)
Then (1)
White are (2)
All I see (3)
In my in-fan-cy (5)
Red and yell-ow then came to be (8)
Reachin' out to me (5)
Let's me see (3)

e por aí vai (você poderão conferir no vídeo abaixo)

Só que não parou só nessa música, na verdade o álbum tem uma sequência de 13 músicas em sua gravação, porém se ele for reproduzido numa sequência que respeite a fórmula de Fibonacci, o álbum "flui" melhor, o final de uma música se encaixa com o ínicio da outra. A sequência é 6,7,5,8,4,9,13,1,12,2,11,3,10.

Enfim, na verdade não se tratam de apenas música e matemática, se trata do conceito que eles pretenderam passar, que é o que diz no durante o disco todo:

"Recognize this as a Holy Gift and celebrate the chance to be alive and breathing" - Parabola
"I know that pieces fit" - Schism
"Spiral Out, Keep going" - Lateralus"

Entre muitas outras citações, o que eles querem dizer é que devemos abrir a mente pra tentar enxergar além do óbvio, esperar o inesperado. Agora sim, veja o vídeo abaixo e surpreenda-se.

Cacilds!!!



Agora, Barack Obama toma posse de seu cargo de Presidente da "maior potência" mundial, comparando-se a Abraham Lincoln, ele faz o mesmo "percurso" de seu inspirador, mesmo que este inspirador não tenha feito shows com mega-astros como U2, Bruce Springsteen, Beyoncé (argh!), e alguns outros famosíssimos de plantão. Uma campanha de marketing impecável regado a frases otimistas como "Yes, we can!". Tudo bem, uma frase de efeito completamente otimista, quase um título de livro de auto-ajuda, e é disso que o povo anda carente, acertou em cheio mesmo!

Desculpem-me se pareço um pessimista, mas estou meio de saco cheio dessa esperança depositada ao futuro presidente. No fundo eu gostaria de estar muito enganado, mas me preocupo com isso, e acredito que a confiança e esperança que o mundo inteiro está depositando nele, é o que poderá fazê-lo ser algo bem diferente do que todos esperam. Pelos noticiários, na TV, internet, jornais e revistas, só se fala em melhorias que ele trará ao mundo de forma quase que milagrosa. Paremos pra pensar que ele está assumindo um cargo de um país completamente quebrado, responsável pela crise econômica, por duas guerras completamente sem nexo, por um dos maiores índices de emissão de gases poluentes que está acelerando o processo de deterioração do planeta. Que governo pode resolver tudo isso, mesmo que haja tamanho empenho? Em quanto tempo isso pode ser resolvido? Quatro, oito ou vinte anos?

Acredito que ele seja um símbolo de mudança por ele ser o primeiro presidente negro num dos países que considero um dos mais rascistas do mundo. Mas seria essa mudança por uma real conscientização geral do povo, ou por um simples desespero anti-Bush? Não consigo acreditar que o povo se conscientizou, e sim criaram uma nova "mania" no padrão "Che Guevara", num futuro distante, não muito distante, teremos pessoas usando camisetas do Obama sem mesmo saber quem ele é, só porque é "bacana" usar uma camiseta que todo mundo usa.

Acharei maravilhoso demais se eu estiver enganado. Mas pelo menos um motivo de comemoração já temos mesmo por agora:

Bush, foi-se!!! E já foi tarde, bem tarde!

E 2008 foi...


Há tempos, quando chega no fim do ano, época de festas de Natal e Reveillon, eu reflito sobre o que fiz, o que não fiz, felicidades, tristezas, conquistas, perdas, enfim, tudo o que define a nossa vida. E concluí que o ano de 2008 foi muito bom!

Primeiramente por passar mais um ano ao lado da minha mulher, ver nosso relacionamento amadurecer mais e mais, ver que nosso amor aumenta com o tempo, e que temos lutado juntos para superar qualquer dificuldade que apareça, e também para conquistar e superar novas etapas. Cada dia que passa reconheço que tenho uma mulher companheira, amiga, amante e que só me faz sentir um orgulho danado da pessoa que ela é, e por estar com ela.

Outra coisa maravilhosa é acompanhar o crescimento do meu filho, vê-lo desde o primeiro dia de 2008, quando ele ainda não andava, não falava, e agora vê-lo correndo pela casa, brincando e dizendo "mamãe, papai e bye bye (na verdade ele pronuncia *banbai*)", e que vem correndo e me dá o abraço mais gostoso do mundo. Aos poucos tenho aprendido muito com ele, e acredito que ele comigo também. Ultimamente, quando balanço ele ao som de Metallica (ele adora o dvd com a orquestra sinfônica), ao mesmo tempo ainda lembro quando eu tinha 13 anos e tocava aquelas mesmas músicas na guitarra, sem pensar que anos depois seria uma "triha sonora" pra ninar meu filho. Aí é que paro pra pensar em como o tempo voa, e que tenho que realmente aproveitar cada segundo de vida próximo às pessoas que amo.

Revi, convivi e conheci novos amigos, todos importantes e especiais. Apesar de eu ser uma pessoa complicada, e considerada "de poucos amigos", todos sabem o quanto são importantes pra mim. Se bem que se eu puder mudar algo em 2009, seria esforçar-me pra ser menos anti-social, ou segundo a nova regra gramatical eu seria "antissocial". (não pude evitar)

No trabalho, acredito ter passado por um desafio grande, mas consegui segurar as pontas, e no fim, vejo que as coisas estão tomando um bom rumo e estou conseguindo ver uma evolução, mesmo em tempos de crise mundial.

Minha fé continua a mesma, porém na prática me considero um tanto negligente no ano que passou, pois acho que poderia fazer mais, acontecer mais, orar mais, agradecer mais. Ultimamente tenho conversado mais com Deus do que de costume, na realidade eu pedi a Ele muitas coisas, e pela vida de pessoas que amo, mas esqueci um pouco de olhar pra mim mesmo e pedir perdão e agradecê-Lo muitas vezes.

Mas como diz o título deste post, 2008 foi...
Foi bom, muito bom. E também já foi, agora só ficam lembranças boas.

E que venha 2009, cada um dos seus dias!

 


Highlander´s Brain