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Metallica, Estádio do Morumbi - 31 de Janeiro de 2010

Quem me conhece e acompanha este blog sabe que não é segredo que Metallica é minha banda predileta. Pois bem, eu QUASE não fui ao show. Não fui em 99, porque andava meio decepcionado com eles, e em 92 foi o melhor show que já tinha visto... até ontem.

Pois bem, alguns podem dizer que o Metallica de 92 era o bom e velho Metallica. Mas eu posso afirmar que o James, Kirk e Lars eram sim, o bom e velho Metallica novamente. Eles tocaram muitos clássicos, e com uma energia que eu não via neles há muitos anos. Acho que o Metallica de 92 já era uma banda com suas crises de vaidade, em decadência, e o resultado disso foi o lançamento de álbuns como Load, aquelas brigas com o Napster e declarações idiotas do Lars como "Heavy Metal é uma merda". Mas assistindo ao documentário "Some Kind of Monster" deu pra ver que eles se perderam demais, desde a morte de Cliff Burton, a verdade é essa. E precisaram sim, chegar ao fundo do poço, aprender errando, e crescer. E ontem eu presenciei isso: Eles finalmente cresceram.

Esse é o motivo pelo qual afirmo que o show de ontem foi o melhor. Foi feito por caras que passaram pelo melhor, desceram até o pior, e conseguiram se erguer novamente. O próprio James falou (as poucas palavras do show que ele disse) que fica feliz pelos fãs que continuaram com eles, que estavam lá assistindo eles naquele momento, e até perguntava se todos nós tínhamos o último álbum "Death Magnetic" (com um ar mais de "espero que vcs gostem" do que de "espero que vc comprem").

Tudo parecia dar "certo demais" ontem. Comprei arquibancada azul, mas gostaria muito de ir na pista, que já havia esgotado e era caro. No momento em que estava no meio da fila vem o orientador do estádio e diz que a arquibancada fechou... quem quisesse poderia ir pra PISTA!!!! E foi pra onde eu corri.

O show foi aberto pelo Sepultura, que também mandou muito bem, e tocou clássicos da banda. O vocalista Derick é muito bom, e tem um baita carisma. E posso afirmar que os irmãos Cavallera não fizeram a menor falta. O som estava um pouco baixo, uma pena. Uma chuva chata dos diabos naquele momento, até o intervalo. Até que a chuva parou, veio aquele "silêncio" que foi quebrado por um timbre de guitarra muito familiar... era a guitarra do James. Os caras passando o som, testando, e estava maravilhoso (ainda bem). O céu escureceu, parou de chover, dava pra ver estrelas, a Lua Cheia. Então com tudo apagado no Morumbi, o telão acende e começa a passar "The Ecstasy of Gold", o tradicional início de todos os shows da banda. Não tem como não gritar. Ainda mais quando o início é marcado por 2 clássicos "Creeping Death" e "Ride the Lighting".

Depois tocaram outros como "Unforgiven", "Sad but True", "One", "Master of Puppets", "Hit the Lights", "Seek and Destroy"... Enfim, eles arrebentaram! O show, na minha opinião, foi maravilhoso, do tipo que eu me arrependeria muito se não tivesse ido! Com certeza terei ótimas lembranças. Tão boas quanto as de 92, sem sombra de dúvidas.

Hoje estou com dor nas costas, nas pernas, no pescoço, e um pouco rouco (pois não sou mais aquele rapaz de 16 anos). Mas a sensação é muito boa. Valeu a pena.

Paranoid - Black Sabbath (1969)



Se tem uma mistura que deu muito certo, essa é a formação clássica de Black Sabbath, com Ozzy Osbourne, Tony Iommi, Geezer Butler e Bill Ward. Lembro que escutar a música e ver o clipe de Paranoid pela primeira vez, foi marcante pra mim. Fui pegar a guitarra, e fiquei tentando tirar as músicas deles, dias e mais dias. Melhor ainda foi quando comprei umas tablaturas na galeria do Rock, de Paranoid e Ironman. Cheguei em casa, montei os acordes, preparei a palheta, com o volume alto, distorção no máximo e... BOOM! Era quase a cena inicial de "De volta para o Futuro" rs* Acredito que os vizinhos não gostavam muito de mim nessa época.

O mais engraçado é que depois que aprendi essas duas músicas, comecei a conseguir tocar todas as outras, só de escutar. Milagre??? Não! Os acordes eram bem simples mesmo! E eu, adolescente fanático por heavy metal, me sentia ralizado em meu quarto fazendo o meu show particular.

Nessa época em que eu escutava muito o Black Sabbath com sua formação clássica, estava saindo um álbum com Ronnie James Dio, que na verdade já estava passando pela segunda vez pela banda. O álbum era sensacional, aliás, ainda adoro "Dehumanizer", e fiquei comparando o quanto Dio cantava divinamente bem, enquanto Ozzy não era tão bom quanto ele como vocalista. Porém, os melhores trabalhos do Sabbath, sem dúvidas, foram com Ozzy. É algo acima da técnica e da teoria musical, é um tipo de carisma, uma "química" entre aqueles quatro. A própria banda tentou inúmeros vocalistas, entre eles, Ian Gillan, Glen Hughes, Tony Martin, até Rob Halford do Judas Priest fez uma participação pra cobrir o espaço do Dio depois da briga na turnê de Dehumanizer. Mas nunca conseguiram ser "aquele" Black Sabbath.

Depois de tantos anos, ainda escuto Paranoid e recordo esses momentos de tocar guitarra bem alto em meu quarto, sem me preocupar com mais nada, só em não errar as notas. Creio que se minha vida tem trilha sonora, essa fase foi com Black Sabbath.

Enter Sandman - Metallica (1991)



Lembro-me quando o clip de Enter Sandman foi anunciado na MTV, eu nem estava olhando para a TV e quando escutei "o novo clip do Metallica", olhei para a TV com uma cara de "Anh???". O Metallica até então só havia feito o vídeo de "One", e tinham deixado a entender que seria o único vídeo da banda, por isso a minha surpresa.

Enfim, o vídeo estreou e eu, adolescente-metaleiro-cabeludo-quesósevestiadepreto, fiquei vidrado. Era a volta triunfal da minha banda predileta. Eu tinha 15 anos de idade e tinha uns trocados guardados. Lembro-me de ir até a galeria do Rock e gastei tudo no novo CD, o famoso "álbum preto". Ele vinha numa caixa grandona, com um encarte especial, cheio de frescuras.

Cheguei em casa, coloquei pra tocar, e além de Enter Sandman adorei principalmente as músicas Sad but True, Strugle Within e Wherever I may Roam. The Unforgiven e Nothing Else Matters eu achei legal, mas aquilo me assustou um pouco na época, por ser algo muito diferente do que eles vinham gravando.

Tempos depois veio o anúncio: Metallica viria para o Brasil. E eu gastei meu dinheiro todo no CD. Que tristeza! Meus pais NUNCA me dariam dinheiro pra eu ir num show do Metallica, sei disso porque eu pedi (rs). E agora???

Lembro-me que era próximo ao meu aniversário, e no dia do meu aniversário minha avó me deu uma nota de 100 dólares! Ela não imagina o tamanho do presente que ela me deu até hoje! (rs) Então consegui o dinheiro comprei o ingresso. O show ia ser no Parque Antártica.

Quem abriu o show foi a banda brasileira Viper. Na época eu achava algumas músicas deles bem legais mesmo, mas confesso que foi uma tortura ter que ficar esperando chegar a hora da minha banda predileta. Até que começou a escurecer o tempo, já chegava a hora, o Viper havia terminado o show e deixado o palco. O único ruído que era constante era de uma multidão murmurando, ou conversando. Já era noite, quando todas as luzes do palco se apagaram... e tocou a boa e velha introdução "The Ecstasy of Gold", todos nós gritávamos aguardando o início do show. As luzes se acenderam, e eles estavam ali tocando Master of Puppets, Whiplash, e um "medley" de And Justice For All..." com exceção de One, que eles tocaram no famoso "bis". James Hetfield fazia o povo gritar "Fuck No, James!!!", perguntando se queríamos o final do show.

Foi incrível. E mal sabia eu que eu estava ali assistindo um dos últimos shows de uma das melhores fases do Metallica. Minha avó foi um anjo, e me deu muito mais do que 100 dólares, ela me deu um momento que não tem preço, e que carrego na minha memória sempre com muita alegria.

Stricken - Disturbed



Disturbed é uma daquelas bandas "raras" que passaram pela era da música eletrônica, new metal, emo music e outras tendências sem se corromper. Mantiveram uma linha do bom e velho Rock ´n Roll, sempre com solos de guitarra e riff´s marcantes, sem "reinventar" nada, apenas uma batida pesada e sem ser exageradamente veloz.

Esse som é do álbum "Ten Thousand Fists" e é uma das melhores músicas do álbum, apesar de ser difícil escolher qual seria a melhor música, pois o álbum é sensacional. Conheci a banda por causa da trilha sonora de "Rainha dos Condenados", com a música "Forsaken", depois busquei informações sobre eles e acabei me tornando fã da banda. Ainda atualmente, é a banda que eu mais escuto.

SledgeHammer - Peter Gabriel



Carammmba, como eu adoro esse vídeo. Ele é muito antigo, e muito bem produzido para sua época. Lembro-me de quando vi pela primeira vez, era impressionante, era como ver um filme super produzido de hoje. Animações muito legais, e música muito boa de Peter Gabriel. Eu era criança nessa época, faz temmmmpo...rs

No último fim de semana, almoçando com Rafinha e Paulinha, passou na TV. Foi legal rever algo que eu já havia esquecido.

Train of Consequences - Megadeth (1994)



Sou um fã de Metallica que adora o som do Megadeth. Por muitos anos foram vistos e rotulados de "bandas rivais" por causa do episódio em que Dave Mustaine foi "chutado" da banda, e formou o Megadeth.

Depois de muitos anos de "briga", assisti o documentário "Some Kind of Monster" do Metallica, onde o Mustaine aparece numa conversa bem esclarecedora com o Lars. Ele desabafa pra valer, diz coisas como: "Vocês eram minha família, e poderiam ter me dado ajuda." e "Sempre me senti péssimo em ser o 'segundo lugar', e ver vocês lá no topo."

Na minha opinião, Megadeth não é uma banda "segundo lugar", e sim uma banda muito melhor que o Metallica, em termos técnicos. O som deles é inconfundível, tanto quanto a voz "esganiçada" de Mustaine. Tenho praticamente todos os álbuns deles, e adorava tirar na guitarra os sons deles quando eu era moleque. Na minha opinião, o álbum mais equilibrado entre qualidade e peso é "Rust in Peace". Porém em todos os álbuns eles se mantiveram fiéis ao gênero, coisa que o Metallica deveria ter aprendido com eles.

Esse som "Train of Consequences" é de dois álbuns após "Rust in Peace", já é um som "Menos rápido", porém pesado como sempre. Sou muito fã dos caras. Dave Mustaine soube dar a volta por cima.

I'm doing you a favor
As I'm taking all your money
I guess I should feel sorry
But I don't even trust me
There's bad news creeping up
And you feel a sudden chill
How do you do? My name is trouble
I'm coming in for the kill...
And you know I will

Set the ball A-Rollin
I'll be clicking off the miles
On the train of consequences
My boxcar life O' style
My thinking is derailed
I'm tied up to the tracks
The train of consequences
There ain't no turning back

No horse ever ran as fast
As the money that you bet
I'm blowing on my cards
And I play them to my chest
Life's fabric is corrupt
Shot through with corroded thread
As for me I hocked my brains
Packed my bags and headed west

Burn - Deep Purple (1974)



Uma das minha bandas prediletas é o Deep Purple, com todas as formações que passou, entre elas a participação de David Coverdale e Glen Hughes no álbum e música-título "Burn". Sem falar nos teclados de John Lord, e o genial e "exótico"(rsss) Ritchie Blackmore.

A participação de Glen Hughes foi sensacional. Além de um excelente baixista, com pegada rock, soul e funk, é também um tremendo vocalista. Não é fácil um vocalista/baixista entrar no Deep Purple e substituir Ian Gillan e Roger Glover, e ainda dividir o palco com nada menos que o Coverdale. Outra coisa é entrar como vocalista no Black Sabbath anos depois, e concorrer com Ozzy (não pela técnica, pois ele é bem melhor que o Ozzy, mas Black Sabbath com o Ozzy é a melhor banda de Heavy de todos os tempos...rs).

Mas voltando ao assunto "Burn", essa música me traz lembranças ótimas. De meu tempo de MMC (Moleque Magrelo Cabeludo), que eu ficava tirando na minha guitarra os eus sons prediletos. Lembro-me da minha satisfaçao em tirar "Burn" e tocá-la infinitas vezes no meu quarto, num volume quase ensurdecedor e enlouquecendo vizinhos, é claro...rs Ai ai, preciso voltar a tocar guitarra e tirar a poeira do meu Marshallzinho.

A única diferença é que agora sou um RFQC (Rapaz Fortinho e Quase-Careca).

Índios - Legião Urbana



Legião Urbana é demais. Pois é, eu adoro.
Sou predominantemente "Heavy Metal", mas não sou radical a ponto de não gostar de outros gêneros, ainda mais quando é música bem feita, bem escrita. Eu, literalmente, cresci escutando Legião, e lembro-me quando eu era criança e adorava cantar "Faroeste Caboclo" inteirinha, com direito aos palavrões, é claro...rs

Lembro-me das fitas K-7 já com o sonzinho prejudicado e abafado, pois com o tempo as fitas tendem a perder muito a qualidade, ainda mais quando são muito usadas. Inclusive, sempre adorei a música "Índios", tanto melodia quanto sua letra e ela é responsável por muitas "rebobinadas" seguidas e desgastes na fita.

Pensava há tempos atrás, quem me dera ao menos uma vez conseguir mais uma vez sentir como era bom ser criança, e não ver a letra dessa música de uma forma tão realista como ela é. Quem me dera! Mas hoje sinto que é necessário ser realista, mesmo porque só com essa visão é que conseguimos mudar alguma coisa, e fazer com que esse mundo doente seja um lugar melhor pra se viver.

Quem me dera
Ao menos uma vez
Ter de volta todo o ouro
Que entreguei a quem
Conseguiu me convencer
Que era prova de amizade
Se alguém levasse embora
Até o que eu não tinha

Quem me dera
Ao menos uma vez
Esquecer que acreditei
Que era por brincadeira
Que se cortava sempre
Um pano-de-chão
De linho nobre e pura seda

Quem me dera
Ao menos uma vez
Explicar o que ninguém
Consegue entender
Que o que aconteceu
Ainda está por vir
E o futuro não é mais
Como era antigamente.

Quem me dera
Ao menos uma vez
Provar que quem tem mais
Do que precisa ter
Quase sempre se convence
Que não tem o bastante
Fala demais
Por não ter nada a dizer.

Quem me dera
Ao menos uma vez
Que o mais simples fosse visto
Como o mais importante
Mas nos deram espelhos
E vimos um mundo doente.

Quem me dera
Ao menos uma vez
Entender como um só Deus
Ao mesmo tempo é três
Esse mesmo Deus
Foi morto por vocês
Sua maldade, então
Deixaram Deus tão triste.

Eu quis o perigo
E até sangrei sozinho
Entenda!
Assim pude trazer
Você de volta pra mim
Quando descobri
Que é sempre só você
Que me entende
Do iní cio ao fim.

E é só você que tem
A cura do meu vício
De insistir nessa saudade
Que eu sinto
De tudo que eu ainda não vi.

Quem me dera
Ao menos uma vez
Acreditar por um instante
Em tudo que existe
E acreditar
Que o mundo é perfeito
Que todas as pessoas
São felizes...

Quem me dera
Ao menos uma vez
Fazer com que o mundo
Saiba que seu nome
Está em tudo e mesmo assim
Ninguém lhe diz
Ao menos, obrigado.

Quem me dera
Ao menos uma vez
Como a mais bela tribo
Dos mais belos índios
Não ser atacado
Por ser inocente.

Eu quis o perigo
E até sangrei sozinho
Entenda!

Assim pude trazer
Você de volta pra mim
Quando descobri
Que é sempre só você
Que me entende
Do início ao fim.

E é só você que tem
A cura pro meu vício
De insistir nessa saudade
Que eu sinto
De tudo que eu ainda não vi.

Nos deram espelhos
E vimos um mundo doente
Tentei chorar e não consegui.

Somewhere Around Nothing - Apocalyptica



Conheci Apocalyptica por ser um grande fã de Metallica, e nas minhas buscas escutar versões sensacionais de Master of Puppets, Nothing Else Matters e Fight Fire with Fire, só que tocadas em instrumentos como violinos, violoncelos e contrabaixos. Os caras conseguiram fazer uma mistura que deu certo, conseguiram fazer as músicas terem a mesma "força" com uso de violinos. Com o tempo lançaram músicas próprias e fizeram músicas com vocalistas de outras bandas famosas como convidados.

O vídeo acima é de uma turnê chamada Life Burns, de 2005. Assisti o Dvd esses dias e realmente não tem como não ficar boquiaberto com a qualidade de suas músicas, e penso se o trabalho do Metallica com a Sinfonia não foi inspirado no trabalho deles.

Creio que os inspiradores se inspiraram nos inspirados.

Stranger In A Strange Land (1986) - Iron Maiden



Essa música tocava quando eu tinha 10 anos de idade. Lembro-me como se fosse hoje, eu dentro das lojas de música, junto com meus pais, e fuçando na sessão de Rock/Metal e admirando aquelas capas do Iron Maiden, principalmente a do "Somewhere in Time" (que tem na sua lista a música título deste post), que é cheia de detalhes da trajetória da banda. As capas eram grandes porque eram discos de vinil, com encartes "gigantes" também.

Lembro-me de ficar olhando por minutos, ou horas. Achei um "Batman" em cima de um prédio, a pirâmide do "Power Slave" ao fundo, o clube "Ruskin Arms" onde o Iron tocava no início de carreira, via o relógio que marcava 11:58 ("2 minutes to midnight"), o "Aces High" Bar, entre muitos outros detalhes. Enfim, são vários detalhes nessa capa. Sempre fui fã da arte do Iron Maiden, e de coisas assim, cheias de detalhes para serem descobertos. Até os dias de hoje sou assim, detalhista, observador e apreciador do "além-óbvio". Apesar de que em alguns momentos eu adoro coisas mais óbvias.

Was many years ago that I left home and came this way,

I was a young man full of hopes and dreams,

But now it seems to me that all is lost and nothing gained,

Sometimes things ain't what they seem,

No brave new world, no brave new world,

No brave new world, no brave new world.



Night and day I scan horizon, sea and sky,

My spirit wanders endlessly,

Until the day will dawn and friends from home discover why,

Hear me calling, rescue me,

Set me free, set me free,

Lost in this place and leave no trace.



Chorus:

Stranger in a strange land,

Land of ice and snow,

Trapped here in this prison, yeah!

Lost and far from home.



One hundred years have gone and men again they came that way,

To find the answer to the mystery,

They found his body lying where it fell on that day,

Preserved in time for all to see,

No brave new world, no brave new world,

Lost in this place, and leave no trace.

K(B)oRn Again!



Esses dias descobri um vídeo com o ex-integrante do Korn, Brian Head Welch, onde ele fala sobre sua experiência de largar as drogas, recuperar a sanidade e resteurar seu relacionamento com sua filha.

Hoje ele tem um trabalho solo, com o estilo de som muito similar ao do KoRN, porém com letras de teor mais cristão. Mas nada de "glória, aleluias", pelo contrário, ele usa a música para criticar o sistema religioso engessado de hoje em dia, entre outras letras onde ele sugere mudança de vida pros jovens que estão atolados nas drogas, gritando "C´mom, get up! Let´s change!"

Se você tiver paciência ou interesse em saber da história em 7 minutos, veja o vídeo abaixo. E a música de trabalho "Flush" está no vídeo acima.

Korn feat. The Cure - Make Me Bad / Between Days (acoustic)

Um encontro mais do que inusitado é este entre Korn e The Cure, além do mais, mais inesperado é ver uma versão acústica do Korn. Lembro-me quando li a notícia sobre esse acústico, e fiquei tentando imaginar como eles iam transformar todos aqueles "tremolos" das guitarras, efeitos do baixo, tudo assim des-plugado. Me surpreenderam, pois o acústico foi um sucesso, ficou ótimo! Fizeram uma versão de "blind" que lembra até música latina, e usaram instrumentos que eu nunca ouvi falar na vida no decorrer do acústico. Nota mil pra cratividade deles.

Paranoid - Black Sabbath (1970)



Se tem um som que me fez encantar pelo Rock n´Roll, Heavy Metal e todos os outros rótulos dados a esse gênero musical, a música que acendeu a chama foi "Paranoid", pra mim, é claro.

Lembro quando escutei a primeira vez, o quanto aqueles riffs de guitarra me agradaram, e o quanto a voz desafinada do Ozzy completava o som que a banda fazia. Tony Iommi mesmo é um guitarrista "blueseiro", não é nenhum "virtuoso" que faz arpegios e solos "fritantes", acima da técnica ele acerta no alvo com o seu próprio estilo e seu feeling, que é o principal.

Quando vi o clipe psicodélico de Paranoid, o Ozzy cantando e chacoalhando a cabeça como um headbanger tímido, eu decidi que o rock seria a trilha sonora da minha vida. Após isso que me interessei por tocar guitarra, foi uma das primeiras músicas em que me interessei a tocar (a primeirissima foi Fade To black do Metallica, como já disse num post anterior). Os meus antigos vizinhos mesmo, devem adorar Paranoid também! (ou não, como diria Caetano Veloso)




Uma outra curiosidade é aquela capa. Um cara de capacete, com roupa de super-herói da R$1,99, escudo e um sabre na mão esquerda (seria o Tony "Canhoto" Iommi?) saindo de trás de uma árvore. Quanta critaividade! rs

Relação entre Lateralus e Fibonacci

Existem estórias de bandas que fazem trilhas ocultas, ou que tenham algum sincronismo com outras coisas, como por exemplo, a do famoso álbum "The Dark Side..." do Pink Floyd em relação ao clássico filme do Mágico de Oz, onde o álbum casa de maeira sincronizada e perfeita com o filme. Mas tudo isso não passam de conspirações, pois os mesmos dizem que não fizeram de propósito.

Mas sabe-se que existe uma relação proposital no melhor álbum do Tool, chamado Lateralus. O álbum inteiro e a faixa-título é composta numa referência a uma sequência chamada Fibonacci, onde o número seguinte é a soma dos dois anteriores, por exemplo: 0,1,1,2,3,5,8,13...etc.

Estes números também são representados graficamente como uma espiral de um Nautilus:


Enfim, que coisa confusa!!!
Sendo mais claro, abaixo segue um exemplo da letra da música "lateralus" contando suas sílabas exatamente como são cantadas:

Black (1)
Then (1)
White are (2)
All I see (3)
In my in-fan-cy (5)
Red and yell-ow then came to be (8)
Reachin' out to me (5)
Let's me see (3)

e por aí vai (você poderão conferir no vídeo abaixo)

Só que não parou só nessa música, na verdade o álbum tem uma sequência de 13 músicas em sua gravação, porém se ele for reproduzido numa sequência que respeite a fórmula de Fibonacci, o álbum "flui" melhor, o final de uma música se encaixa com o ínicio da outra. A sequência é 6,7,5,8,4,9,13,1,12,2,11,3,10.

Enfim, na verdade não se tratam de apenas música e matemática, se trata do conceito que eles pretenderam passar, que é o que diz no durante o disco todo:

"Recognize this as a Holy Gift and celebrate the chance to be alive and breathing" - Parabola
"I know that pieces fit" - Schism
"Spiral Out, Keep going" - Lateralus"

Entre muitas outras citações, o que eles querem dizer é que devemos abrir a mente pra tentar enxergar além do óbvio, esperar o inesperado. Agora sim, veja o vídeo abaixo e surpreenda-se.

Sober - Tool (1993)

Esta música é do álbum "Undertow", e como não poderia deixar de ser, com suas imagens e letras impactantes, o Tool arrebenta! Este álbum foi lançado numa época em que o "grunge" era a moda. E acabou sendo uma ótima alternativa pra quem sempre gostou do bom e velho Heavy Metal.



Theres a shadow just behind me. shrouding every step I take.
Making every promise empty. pointing every finger at me.
Waiting like a stalking butler, who upon the finger rests.
Murder now the path of must we, just because the son has come.

Jesus, wont you fucking whistle. something but the past and done.

Why cant we not be sober? I just want to start this over.
Why cant we drink forever? I just want to start this over.

I am just a worthless liar. I am just an imbecile.
I will only complicate you. trust in me and fall as well.
I will find a center in you. I will chew it up and leave.
I will work to elevate you, just enough to bring you down.

Mother mary, wont you whisper. something but the past is done.

Why cant we not be sober? I just want to start this over.
Why cant we sleep forever? I just want to start this over.

I am just a worthless liar. I am just an imbecile.
I will only complicate you. trust in me and fall as well.
I will find a center in you. I will chew it up and leave.
Trust me. trust me. trust me. trust me. trust me.

Why cant we not be sober. I just want to start things over.
Why cant we sleep forever. I just want to start this over.

I want what I want...
I want what I want...
I want what I want...
I want what I want...

Imagine - A Perfect Circle

Eu gosto da original, mas eu gosto muito mais da versão de "A Perfect Circle". Na verdade acredito que se o John Lennon pudesse refazer a melodia dessa música, ou deixar a melodia mais casada com a composição de sua letra, com a atual realidade, ele certamente chegaria em algo parecido com isso.

Mas pensando bem, acho que tudo é pela época em que as coisas acontecem. A original foi numa época em que a melodia "esperançosa" de Imagine até que fazia um certo sentido para as pessoas, porém, se passando tantos anos essa melodia de esperança parece ter sido realmente apagada. Tudo mudou, o mundo "esfriou", e a versão com uma melodia mais no padrão "imaginamos, mas e agora?" se encaixa melhor nos dias de hoje.

A mesma letra, o mesmo mundo, mas a melodia mudou.

Empty Walls - Serj Tankian



Serj Tankian é daqueles caras gênios e loucos. Depois de terminar a banda System of a Down, seu álbum chamado "Elect the Dead" foi produzido por ele, as músicas são composições dele, e inclusive ele que tocou praticamente todos os instrumentos.

O que sempre admirei nele é a facilidade com que ele faz críticas e ironiza o sistema, a sociedade, e o comportamento tosco da humanidade. O clipe de Empty Walls é bem claro, mostrando cenas que já estamos cansados de ver, mas tudo num "formato" de brincadeira de crianças. Fora que a letra é ótima, com destaque para a frase: "Don´t waste your time on coffins today..."


Your empty walls, Your empty walls
Pretentious attention
Dismissive apprehension
Dont waste your time on coffins today
When we decline from the confines of our mind
Dont waste your time on coffins today

Dont you see their bodies burning
Desolate and full of yearning
Dying of anticipation
Choking from intoxication
Dont you see their bodies burning
Desolate and full of yearning
Dying of anticipation
Choking from intoxication

I want you to be left behind those empty walls,
Don't you see from behind those empty walls

Those empty walls

When we decline from the confines of our mind
Dont waste your time on coffins today

Dont you see their bodies burning
Desolate and full of yearning
Dying of anticipation
Choking from intoxication
Dont you see their bodies burning
Desolate and full of yearning
Dying of anticipation
Choking from intoxication

I want you to be left behind those empty walls
Don't you see from behind those empty walls
Don't you see from behind those empty walls

From behind those empty walls
From behind those empty walls
I loved you yesterday before you killed my family

Don't you see their bodies burning
Desolate and full of yearning
Dying of anticipation
Choking from intoxication
Don't you see their bodies burning
Desolate and full of yearning
Dying of anticipation
Choking from intoxication

I want you to be left behind those empty walls
Don't you see from behind those empty walls
Want you to be left behind those empty walls
Don't you see from behind those empty walls

From behind those empty walls
From behind those fucking walls
From behing those goddam walls
those walls, those walls!

Pratododia - O Teatro Mágico

Ontem, sábado dia 13 de dezembro, fui ao show de uma banda que até então eu não conhecia, chamada "O Teatro Mágico". Apesar de ter preferências por um gênero de música mais pesado, fiquei impressionado com a qualidade das músicas, das composições e a produção do show, que lembra mesmo um espetáculo circense.

Fernando Anitelli além de um show-man, é um compositor-poeta de mão cheia e sabe muito bem brincar com as palavras da nossa linda língua portuguesa, "dizendo muita coisa sem dizer".Eu mesmo comprei os dois CD´s e estou escutando, curtindo muito as composições inteligentes e a sonoridade única e autêntica de uma banda independente, porém com a "força" de uma mega-banda. Estão de parabéns e ganharam mais um fã, entre tantos: EU.



Como arroz e feijão é feita de grão em grão a nossa felicidade
Como arroz e feijão a perfeita combinação soma de duas metades
Como feijão e arroz que só se encontram depois de abandonar a embalagem
Mas como entender que os dois
Por serem feijão e arroz
Se encontram só de passagem
Me jogo da panela
Pra nela eu me perder
Me sirvo a vontade
que vontade de te ver
O dia do prato chegou é quando eu encontro você
Nem me lembro o que foi diferente!
Mas assim como veio acabou e quando eu penso em você
Choro café e você chora leite
Choro café e você chora leite

Wonderful Tonight - Eric Clapton



Me lembro que cresci escutando essa música, e também assistindo a esse vídeo. Meu pai gosta muito de Eric Clapton, e é claro que um "arranhador de guitarras" como eu também curte, pois o cara é simplesmente um dos melhores guitarristas que já escutei.

Sempre que escuto essa música, ou vejo este vídeo, me lembro dos anos 80. Do meu pai rebobinando a fita VHS, e escutando novamente. Eu mesmo puxei essa mania dele, escuto uma música que gosto repetidas vezes, sem parar, e sem enjoar.

A Touch of Blessing (Evergrey)



Evergrey é um banda Sueca, que em meio aos modismos do "Metal" onde não existia mais solos trabalhados, riffs, e músicas com durações acima de dois minutos, eles conseguiram manter-se como uma banda de metal a moda antiga. Um som de ótima qualidade, e que por ter instrumentistas tão bons, foram rotulados inclusive de "metal progressivo".

A "Touch of Blessing" é uma música ótima pra conhecer o Evergrey, pois é um som demonstra bastante o estilo da banda e a sua excelente qualidade em serem pesados e melódicos ao mesmo tempo.

 


Highlander´s Brain